A Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu, nesta quarta-feira (8/4), 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré, na Zona Norte da cidade. A droga foi encontrada por acaso por um cão farejador do Batalhão de Ações com Cães (BAC) durante uma operação contra facções criminosas. A apreensão é a maior da história do país, superando as 36,5 toneladas encontradas pela PMR no Mato Grosso do Sul.
O responsável pelo feito histórico foi Huck, um pastor-belga-malinois de 5 anos, nascido e treinado no BAC. De acordo com as autoridades, os animais da corporação passaram a sinalizar uma fábrica aparentemente abandonada que não era o foco da ação durante o patrulhamento, até que o cão indicou um dos locais específicos do galpão.
Leia Também
Notícias
Influenciador Carlos Filhar morre aos 46 anos após publicar carta de despedida
Saúde
Lauana Prado se assusta com sangramento nasal: “Acontece tudo com grávida”
Carla Bittencourt
Segredo, protocolo e dor: Lorena e Juquinha entram em crise em “Três Graças”
Os agentes passaram a investigar a localidade e encontraram um bunker improvisado dentro de uma cisterna que havia sido concretada para impedir o farejamento. O depósito armazenava 48 toneladas de maconha, divididas em mais de 24,6 mil tabletes, além de quatro fuzis e quatro pistolas. A retirada levou cerca de cinco horas, e o material foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacaré.
“Existe uma dificuldade enorme de chegar a esses esconderijos, e isso só foi possível graças ao faro do cão. O cão é treinado para encontrar droga em qualquer ambiente. Não importa se está enterrada, concretada ou até submersa. Se houver odor, ele vai achar. Mesmo com a cisterna toda fechada em concreto, Huck conseguiu detectar o cheiro”, afirmou o tenente-coronel Luciano Pedro Barbosa da Silva, comandante do BAC.
O comandante acrescentou: “E tudo isso graças ao trabalho do cão. Foi o cão que farejou. Não foi informação (de inteligência); não tivemos denúncia”. Com a apreensão, a Polícia Militar estima um prejuízo de R$ 50 milhões para o tráfico, valor que poderia chegar a R$ 150 milhões no varejo. Em 2023, Huck já havia encontrado 1 tonelada de drogas na mesma comunidade.
“Essa apreensão recorde é resultado de uma ação cirúrgica da Polícia Militar, evidenciando toda a capacidade técnica e operacional. Através do planejamento, inteligência e da atuação especializada do BAC e de todas as unidades envolvidas na operação, atingimos um resultado expressivo para o enfraquecimento das organizações criminosas e, principalmente, sem efeitos colaterais. Com isso, a PM aplica mais um duro golpe no tráfico de drogas”, disse o secretário e comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Sylvio Guerra.




