Atenção: a matéria a seguir traz relatos sensíveis de violência e pode ocasionar gatilhos de crise de ansiedade, pânico e suicídio. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo. Procure ajuda especializada como o CVV (Centro de Valorização da Vida) e os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) da sua cidade. O CVV funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188, e também atende por e-mail, chat e pessoalmente. São mais de 120 postos de atendimento em todo o Brasil.
A tarde desta sexta-feira (28/11) foi marcada por uma tragédia no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, Zona Norte do Rio. Um funcionário da instituição começou a dar tiros com arma de fogo dentro de um setor administrativo, atingindo duas mulheres que trabalhavam no local. Elas foram socorridas, mas não resistiram. O atirador morreu em seguida, dentro da própria unidade de ensino. Um dos vídeos mostra um professor dando aula para os alunos com cadeiras segurando a porta da sala, para o atirador não entrar, enquanto a PM vasculha a instituição.
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O autor dos disparos foi reconhecido como João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves, de 47 anos. Informações preliminares indicam que ele era servidor do Cefet e já havia passado por afastamentos por questões psiquiátricas. As primeiras investigações apontam que ele demonstrava incômodo em relação às chefias femininas e que recentemente havia sido transferido de setor após divergências internas.
Segundo relatos de testemunhas e dados iniciais da Polícia Civil, João chegou ao campus pela manhã e circulou normalmente entre colegas. No início da tarde, entrou no setor onde trabalhavam Allane e Layse e realizou os disparos. Depois, ele teria tirado a própria vida no local. As equipes do 6º BPM e do Corpo de Bombeiros foram acionadas imediatamente após os primeiros relatos de tiros.
Vídeos gravados por alunos e que circulam nas redes sociais mostram o pânico que tomou conta do campus, com corredores sendo esvaziados e estudantes tentando se proteger. O Cefet decretou luto oficial e suspendeu as aulas. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) assumiu o caso e realiza diligências para apurar a motivação, dinâmica do ataque e histórico funcional do autor.
A perícia também foi enviada ao local, e as investigações seguem para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.




