
DIVULGAÇÃO/NIH
Da AFP, com R7
Um estudo publicado segunda-feira (20) na revista Nature Medicine informou que um quinto paciente com HIV conseguiu ser curado após um transplante de células-tronco e que nenhum traço do vírus da Aids permanece em seu corpo.
Após essa operação, ele conseguiu interromper o tratamento que fazia contra o HIV.
Nas análises feitas, não foram encontrados vestígios de partículas virais nem reservas virais, nem resposta imune contra o vírus.
Os cinco pacientes que conseguiram a cura definitiva da Aids têm o mesmo ponto em comum: todos sofriam de câncer no sangue e, por isso, foram tratados com um transplante de células-tronco, que renovou profundamente seu sistema imunológico.
Nos cinco casos, o doador tinha uma rara mutação no gene CCR5, uma alteração genética que impede o HIV de entrar nas células.
“Durante um transplante de medula óssea, as células imunes do paciente são totalmente substituídas por células do doador, o que permite eliminar a maioria das células infectadas”, explica o virologista Asier Sáez-Cirion, um dos autores, em comunicado.
“Essa é uma situação excepcional quando todos esses fatores coincidem para que esse transplante seja um duplo sucesso, tanto para a cura da leucemia quanto para do HIV”, acrescenta.
Como menos de 1% da população normalmente se beneficia da mutação protetora do gene do HIV, poucos doadores de células-tronco a possuem.
Embora esses casos deem aos cientistas a esperança de encontrar uma cura para a Aids, o transplante de células-tronco é um tratamento arriscado e não adaptado à situação da maioria dos pacientes com HIV.
Vale lembrar que o primeiro caso, o do chamado “paciente de Berlim”, ele permaneceu curado por 12 anos — até morrer de leucemia, em setembro de 2020. O segundo, chamado de “paciente de Londres”, está em remissão do HIV há mais de 35 meses. O último curado, o homem de 66 anos (na época), foi o mais velho a receber um transplante de células-tronco.
Por R7 Notícias



