Os principais fatores de risco no comportamento masculino são dirigir sob o efeito do álcool, não usar capacete, não usar cinto de segurança e dirigir acima do limite de velocidade
Essa é a realidade de diversos estados brasileiros. No Espírito Santo, neste primeiro semestre de 2022, foram registrados mais de 7 mil acidentes de trânsito, e 64,3% deles envolvem homens. Em Sergipe, durante todo o ano de 2021, segundo dados da área de Vigilância e Prevenção de Violência e Acidentes da Secretaria de Estado da Saúde, 390 pessoas morreram vítimas do trânsito, sendo que destes, 338 eram homens, representando 87% do total.
Em 2020 o cenário não foi diferente. Uma pesquisa da plataforma ISP-Trânsito mostrou que a maioria dos acidentes fatais do Rio de Janeiro aconteceram em vias municipais (fora das rodovias), sendo que as vítimas tinham entre 18 e 24 anos. O resultado da imprudência foi mais de mil mortes de homens no período, um número quatro vezes superior ao de vítimas mulheres.
Principais fatores de risco
Segundo o Ministério da Saúde, os principais fatores de risco, no comportamento masculino relacionados às lesões no trânsito são dirigir sob o efeito do álcool, não usar capacete, não usar cinto de segurança e dirigir acima do limite de velocidade. O excesso de velocidade e a condução sob o efeito do álcool aumentam significativamente o risco de envolver-se em um sinistro, ao passo que a não utilização do cinto de segurança e do capacete têm um grande impacto sobre a gravidade das consequências de um acidente.
A gerente de Educação para o Trânsito da Transalvador (Gedut – BA), Mirian Bastos, destaca que o motivo pelo qual homens costumam se envolver em mais acidentes do que as mulheres, está relacionado ao comportamento dos condutores. “Já é cultural. Percebe-se que o espírito de competitividade, aliado à falta de respeito às regras de convivência, é muito forte entre o público masculino. Trata-se de uma característica do gênero. As mulheres são mais prudentes e costumam estar mais atentas às normas de segurança, principalmente quando são mães”, diz.
Na opinião de Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, o comportamento ao se conduzir efetivamente salva vidas. “Conduzir é uma ação que requer responsabilidade, seriedade e exige atenção total ao tráfego e ao entorno para que todos possam seguir seguros. Conduzir é um ato de cidadania”, comenta.




