Um santuário dedicado a Lúcifer, construído pela autodenominada religião Nova Ordem de Lúcifer na Terra, será inaugurado nesta terça-feira (13) em Gravataí (RS). Localizado em um sítio de cinco hectares na zona rural da cidade, o santuário contará com uma estátua de Lúcifer, com mais de cinco metros de altura, feita em cimento.
Objetivos do Novo Templo
A Nova Ordem de Lúcifer na Terra foi fundada há cerca de dois anos como uma ramificação da Corrente 72, um grupo de quimbanda independente. O novo templo visa aprofundar o estudo sobre demônios e desafiar visões tradicionais, especialmente as impostas pelo cristianismo.
“O objetivo da nossa ordem é que os participantes busquem autoconhecimento e respeito, não se tornem ‘ovelhas’ guiadas por outros”, explica o líder religioso da Nova Ordem de Lúcifer na Terra, Mestre Lukas de Bará da Rua.
Repercussão e Segurança
A inauguração do santuário gerou polêmica nas redes sociais. Enquanto alguns elogiam a promoção da diversidade religiosa, outros manifestam oposição e ameaças. A ordem afirma que todo o investimento foi feito com recursos próprios, sem financiamento público.
A prefeitura de Gravataí informou que desconhecia o projeto e não forneceu suporte financeiro ao santuário. Em nota, a administração municipal destacou que não há vínculo com o empreendimento e que não houve envolvimento de recursos públicos.
Mestre Lukas expressou preocupação com as ameaças recebidas e garantiu que haverá segurança adicional na inauguração para proteger os participantes e evitar conflitos.
Quem é Lúcifer?
Lúcifer é uma figura complexa com diferentes interpretações dependendo do contexto religioso e cultural. No cristianismo, é associado a Satanás, o anjo caído expulso do céu após se rebelar contra Deus. No entanto, em outras tradições, o termo se refere ao planeta Vênus, conhecido como a “estrela da manhã”. Esta interpretação vê Lúcifer como um símbolo de luz e conhecimento, desvinculado da figura demoníaca.
A evolução do mito de Lúcifer reflete uma confluência de crenças antigas e interpretações teológicas, transformando-o de um símbolo de luz em um arquétipo de rebelião e queda.




