Em julho, a inflação oficial subiu para 0,38%, superando o índice de 0,21% registrado em junho. A alta foi impulsionada principalmente pelos preços da gasolina, passagens aéreas e energia elétrica. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 4,5%, atingindo o limite superior da meta de inflação do Banco Central.
O grupo habitação também exerceu pressão sobre o IPCA, com alta de 0,77%. A tarifa de energia elétrica residencial, que faz parte deste grupo, aumentou 1,93%, com impacto de 0,08 p.p., devido à mudança para a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh.
Por outro lado, o preço dos alimentos e bebidas caiu 1% em julho, proporcionando alívio para a inflação com uma contribuição negativa de -0,12 p.p. A alimentação no domicílio registrou uma queda de preços de -1,51% pela primeira vez em nove meses. Os maiores recuos foram observados em itens como tomate (-31,24%), cenoura (-27,43%), cebola (-8,97%), batata inglesa (-7,48%) e frutas (-2,84%).
O IPCA mede o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos, com coleta de preços nas regiões metropolitanas e em alguns municípios do Brasil. A meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, variando entre 1,5% e 4,5%.





