Os vídeos que comparam hábitos entre estrangeiros e brasileiros ganharam espaço nas redes sociais nos últimos anos. Entre os principais nomes desse nicho está a influenciadora norte-americana Bridget Fancy (@meiobrasileira), de 27 anos, que transformou a experiência entre duas culturas em uma comunidade com quase 2 milhões de seguidores no Instagram.
Nascida em Grapevine, uma cidade pequena no Texas, Estados Unidos, Bri se mudou para o Brasil aos oito anos por conta do trabalho do pai. A mudança para São Paulo trouxe um choque cultural, dificuldades com o idioma e uma adaptação rápida, mas desafiadora.
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do Metrópoles
“Eu costumo dizer que foi o momento mais difícil da minha vida e, ao mesmo tempo, quando eu me senti mais amada. Eu me senti tão amada no Brasil, de um jeito tão diferente. Acho que foi isso que me abriu para o Brasil de uma forma que eu não esperava.”
Depois da morte do pai, Bri voltou aos Estados Unidos, onde viveu por mais 11 anos antes de voltar de vez para o Brasil. Com medo de perder a conexão com as próprias raízes, criou um perfil privado chamado Meio Brasileira apenas para acompanhar conteúdos brasileiros e praticar o português.
Ela que conta que ideia inicial nunca foi se tornar influenciadora. Na época, ela procurava uma nova oportunidade na aviação, área em que trabalhava com venda de peças de avião, e pensou em publicar vídeos para conseguir alunos de conversação em inglês. O primeiro vídeo repercutiu, o perfil cresceu e o conteúdo passou a focar nas diferenças culturais entre os dois países.
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Bri Fancy
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Ela nasceu no Texas. nos Estados Unidos
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Bri e Pedro, seu namorado brasileiro, gravam vídeos juntos
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Eles se conheceram nos EUA
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Bri Fancy
Outro capítulo dessa história começou justamente pela vontade de se aproximar de brasileiros. Em sua festa de aniversário em Chicago, Bri conheceu Pedro, o namorado brasileiro que hoje aparece com frequência nos vídeos e a chama de Brigitte, apelido que também passou a ser conhecido pelos seguidores. Os dois se mudaram para o Brasil e seguem produzindo conteúdo juntos.
“Ele ama o Brasil com uma intensidade que eu diria ser igual à minha. Acho que foi um dos primeiros brasileiros que conheci lá fora que realmente entendiam o quanto o Brasil é especial. Isso me encantou nele. Foi, sem dúvida, um dos nossos primeiros pontos de conexão”, conta Bri.
Mesmo com milhões de seguidores, Bri afirma que ainda não se acostumou com a dimensão da própria carreira. Um dos momentos que mais a marcou aconteceu ao conhecer Ivete Sangalo, artista que o pai apresentou para ela ainda na infância, antes mesmo da mudança para o Brasil.
“Eu senti o círculo se completar”, contou. O encontro ficou ainda mais especial quando descobriu que a cantora já conhecia o trabalho dela. “Ela perguntou: ‘Cadê o seu namorado brasileiro?’. Eu fiquei tipo: ‘Caraca, a Ivete Sangalo sabe quem eu sou?’”, relembrou.
Hoje morando novamente no Brasil, Bri diz que ainda estranha alguns costumes locais. Entre eles estão o hábito de não jogar papel higiênico no vaso sanitário, as campanhas eleitorais com jingles e panfletos e o jiló, alimento que, segundo ela, continua impossível de gostar.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Letícia Perdigão.




