Uma recente investigação conduzida pela Controladoria-Geral da União (CGU) revelou que o registro de imunização contra a COVID-19 presente no cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro é falso. A descoberta surgiu a partir de um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) no final de 2022.
A CGU concluiu que a fraude ocorreu no sistema estadual, uma vez que todos os funcionários da UBS compartilhavam o mesmo login e senha do sistema VaciVida, mantido pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Apesar da dificuldade em identificar um agente público responsável, a CGU recomendou o arquivamento do caso, encaminhando os resultados da investigação às autoridades estaduais e municipais de São Paulo para as devidas providências.
A Controladoria também realizou diligências no Ministério da Saúde, confirmando a segurança do sistema mantido pela pasta, sem suspeitas de alterações em nível federal.
Este episódio não é o primeiro envolvendo o registro de vacinação de Bolsonaro. Outros dois registros, supostamente em Duque de Caxias (RJ), foram cancelados antes da investigação da CGU. A suspeita de um esquema de fraude em cartões de vacinação levou à Operação Venire da Polícia Federal, resultando na prisão do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência da República, em maio do ano passado.
A defesa de Bolsonaro, na ocasião da prisão de Mauro Cid, argumentou a falta de provas suficientes do envolvimento direto do ex-presidente no caso. Em depoimento à Polícia Federal, Bolsonaro afirmou estar à disposição da Justiça e negou ter dado orientações a subordinados para alterar seus registros de vacinação.
Via Agência Brasil.





