Desde 2022, o governo do Acre tem ampliado os investimentos em infraestrutura escolar, com foco especial em unidades localizadas em áreas rurais e comunidades indígenas. Ao todo, já foram aplicados mais de R$ 53,5 milhões em obras de manutenção, reformas e ampliações em 256 escolas espalhadas pelos 22 municípios do estado.
As ações fazem parte de um esforço para melhorar as condições de ensino e aprendizagem, principalmente em regiões onde o acesso a materiais e serviços é mais difícil devido às condições logísticas da Amazônia, conhecido como “custo Amazônia”.
Segundo a arquiteta da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Maísa Andrade, o objetivo das obras é garantir ambientes mais adequados para o aprendizado e melhores condições de trabalho para os profissionais da educação.
Equipes técnicas também realizam vistorias periódicas em escolas de diferentes municípios, acompanhando o andamento das obras e identificando novas demandas de manutenção.
Comunidades relatam melhorias nas escolas
Gestores escolares relatam avanços significativos após as intervenções. Em diferentes unidades, a percepção é de que as reformas eram necessárias há anos, especialmente em prédios mais antigos.
Em Plácido de Castro, a equipe da Escola Franklin Roosevelt destacou a importância da pintura e recuperação estrutural do prédio, que se aproxima de oito décadas de existência.
Já em Capixaba, a Escola Argentina Pereira Feitosa recebeu melhorias como reforma de muro, ampliação de espaços e adequações estruturais, consideradas fundamentais pela gestão.
Em Epitaciolândia, na Escola Brasil-Bolívia, as intervenções incluíram melhorias em salas de aula, cozinha e acessibilidade, solucionando problemas estruturais antigos.
Em Assis Brasil, a Escola Íris Célia Cabanellas Zannini, que atende mais de mil alunos, também passou por revitalizações consideradas essenciais pela equipe gestora.
Impacto também no ambiente escolar e na comunidade
Estudantes e servidores destacam que as melhorias contribuem para um ambiente mais limpo, organizado e adequado ao aprendizado, refletindo diretamente no desempenho escolar e na convivência dentro das unidades.
Além do impacto educacional, as obras também movimentam a economia local, gerando empregos temporários para trabalhadores da construção civil e pintura, muitos deles atuando em conjunto com familiares nas frentes de serviço.




