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Investimentos em segurança pública no Acre em 2025 ultrapassam R$ 1 bilhão, aponta levantamento

Apesar do investimento bilionário, estudo alerta que aumento dos gastos não garante maior eficiência no combate ao crime.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Os investimentos em segurança pública no Acre em 2025 alcançaram R$ 1,02 bilhão, de acordo com levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com base nos dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estudo revela que o Brasil registrou, em 2025, o maior volume de investimentos da série histórica iniciada em 2016. Somando os gastos da União, dos estados e dos municípios, foram destinados R$ 163,1 bilhões para a área da segurança pública.

No recorte das despesas estaduais, o Acre aparece com R$ 1,02 bilhão investidos. Os estados responderam por R$ 131,2 bilhões, o equivalente a 80,5% de todo o investimento nacional no setor, representando um crescimento de 6,2% em relação ao ano anterior.

Acre fica abaixo de outros estados da Região Norte

Embora tenha ultrapassado a marca de R$ 1 bilhão, o Acre registra um dos menores volumes de investimentos estaduais da Região Norte.

Os maiores gastos na região foram registrados por:

  • Pará: R$ 5,49 bilhões
  • Amazonas: R$ 3,41 bilhões
  • Rondônia: R$ 2,32 bilhões
  • Acre: R$ 1,02 bilhão

No cenário nacional, São Paulo lidera os investimentos estaduais com R$ 18,38 bilhões, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 17,37 bilhões) e Minas Gerais (R$ 12,79 bilhões).

União e municípios reduziram investimentos

Enquanto os estados ampliaram seus investimentos, o levantamento mostra que a União destinou R$ 18 bilhões para segurança pública em 2025, uma redução de 17,7% em relação ao ano anterior.

Os municípios também diminuíram os aportes, investindo R$ 13,7 bilhões, queda de 2,9% na comparação com 2024.

Mais recursos não significam, necessariamente, mais eficiência

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública ressalta que o aumento dos investimentos não garante, por si só, maior eficiência no combate à criminalidade.

Segundo o estudo, o fortalecimento das políticas de segurança depende de ações integradas entre União, estados e municípios, especialmente diante da atuação cada vez mais articulada das organizações criminosas em diferentes regiões do país.

Os dados apresentados pelo levantamento consideram exclusivamente as despesas realizadas pelos governos estaduais. A diferença entre os R$ 131,2 bilhões investidos pelos estados e o total nacional de R$ 163,1 bilhões corresponde aos recursos aplicados pela União e pelos municípios.