O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira (22/7) que qualquer país ou grupo que apoie os Estados Unidos na guerra contra Teerã também será considerado um “alvo legítimo” pelas forças iranianas.
A nova farpa disparada pelo chanceler amplia o tom de ameaça do governo iraniano em meio à escalada do conflito com Washington.
Em publicação nas redes sociais, Araghchi afirmou que o alerta vale para qualquer tipo de contribuição à ofensiva norte-americana, seja ela militar, logística ou de outra natureza.
Ele ainda reiterou que qualquer ataque contra o território iraniano ou sua infraestrutura provocará uma retaliação.
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do Metrópoles
“Nossa doutrina de defesa é clara: olho por olho. Qualquer agressão contra o Irã, incluindo nossa infraestrutura, provocará uma resposta poderosa e decisiva. Aqueles que contribuírem para tal agressão, qualquer que seja o tipo de apoio, também serão considerados alvos legítimos”, escreveu.
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Chanceler do Irã, Abbas Araghchi viaja à China para conversas em meio à guerra
Ahmet Serdar Eser/Anadolu via Getty Images2 de 4
Presidente dos EUA, Donald Trump
Win McNamee/Getty Images3 de 4
Ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi
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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Alex Brandon-Pool/Getty Images
A manifestação ocorre horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que ordenará o bombardeio de pontes e usinas de energia iranianas sempre que o Irã atacar embarcações no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o comando militar conjunto do Irã afirmou, segundo a mídia estatal, que um eventual ataque norte-americano à infraestrutura iraniana desencadeará ofensivas contra instalações de petróleo, gás, eletricidade e infraestrutura econômica na região.
O objetivo, segundo os militares, seria impedir a exportação de “sequer uma gota de petróleo”.
Trégua fracassou
- Estados Unidos e Irã haviam firmado, no mês passado, um memorando de entendimento que previa medidas para reduzir as hostilidades, incluindo um cessar-fogo temporário, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio norte-americano a portos iranianos.
- No entanto, os confrontos foram retomados em 7 de julho, quando a administração Trump acusou o Irã de atacar três embarcações na hidrovia.
- Desde então, os Estados Unidos intensificaram os bombardeios contra instalações iranianas, enquanto Teerã respondeu com ataques a bases militares americanas no Golfo Pérsico e voltou a atingir navios comerciais que transitam pela região.
- Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), mais de 30 embarcações comerciais foram atacadas pelo Irã nos últimos três meses no Estreito de Ormuz.
- Washington também afirma ter retomado o bloqueio naval contra embarcações ligadas ao governo iraniano, enquanto Trump mantém a promessa de ampliar as operações militares para garantir o controle da estratégica rota marítima.
Também nesta quarta, o comandante da Força Aeroespacial do Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), brigadeiro-general Seyed Majid Mousavi, afirmou que aliados regionais dos Estados Unidos poderão sofrer as consequências caso Washington execute as ameaças feitas por Trump.
“Se houver qualquer ataque às nossas pontes e usinas de energia, o corte de eletricidade afetará os aliados e os países que abrigam aqueles que matam crianças”, declarou Mousavi em comunicado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manuela de Moura.





