O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou, nesta sexta-feira (13/6), que os ataques de Israel contra o país dele deixaram 78 pessoas mortas e 320 feridas. A afirmação foi feita durante reunião desta sexta do Conselho de Segurança da ONU, momento no qual o iraniano também acusou os Estados Unidos de darem suporte a Israel na ação ofensiva. Os EUA têm negado envolvimento na ação bélica.
Iravani ainda aproveitou o discurso no encontro que tinha como foco a discussão sobre o conflito com Israel para dizer que foram praticados “crimes contra a humanidade”. “Apoiar Israel hoje é apoiar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e o enfraquecimento deliberado da paz e da segurança globais.”
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Na noite desta sexta, pelo horário de Israel, houve uma primeira onda de mísseis disparados pelo Irã contra Israel. Na madrugada foi realizada a segunda leva de disparos. O exército israelense divulgou que o sistema de defesa atuou para bloquear os mísseis. No entanto, não precisou quantos teriam sido interceptados. Alvos israelenses foram atingidos em Tel Aviv e Jerusalém e o serviço de emergência do país confirmou ao menos 40 pessoas feridas.
Preventivo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou minutos após o ataque contra o Irã que a ofensiva bélica foi preventiva. Ele argumentou que o Irã tem urânio suficiente para produzir nove bombas atômicas. Netanyahu não apresentou informações ou documentos que embasassem a afirmação sobre a produção de bombas e acrescentou que o país inimigo poderia produzir a bomba atômica em “poucos mesmos” ou em cerca de “um ano”.




