O governo da Itália aprovou na quinta-feira (24/9) uma medida que proíbe o uso de burcas e niqabs por alunas em escolas. O decreto também limita a 30% o máximo de estudantes em sala de aula que tenham conhecimento limitado da língua italiana.
As medidas já entraram em vigor, mas precisam ser referendadas pelo parlamento em até 60 dias.
“Instrumentos de bom senso que não dividem, mas ajudam a integrar de verdade, evitando turmas-gueto e dando a todos os alunos as mesmas oportunidades”, disse pelas redes sociais.
A burca e o niqab são vestimentas típicas do Islã para mulheres. No caso da burca, ela cobre o corpo inteiro, incluindo o rosto, geralmente com uma tela de malha nos olhos. O niqab é um véu que cobre o rosto e só revela os olhos.
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do Metrópoles
Medida foi criticada pela oposição, que indica segregação.
“A resposta do governo é expulsar crianças estrangeiras das salas de aula. Quem eles pensam que estão enganando? Depois de quatro anos de cortes e nenhum investimento sério em prédios escolares, eles estão inventando uma nova caça às bruxas contra as crianças mais novas. É um decreto vergonhoso, que tenta esconder a incapacidade do governo de resolver os problemas concretos das escolas públicas por trás de uma nova bandeira ideológica”, afirmou Elly Schlein, secretária do Partido Democrático.
Diversos países da Europa proibiram o uso de véus em espaços públicos, como a França, Portugal e a Bélgica.
A Itália está em uma das principais rotas de imigração ilegal para a Europa devidoa à localização às margens do mar Mediterrâneo central, rota que conecta o continente à África.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thays Martins.




