O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou, nesta quarta-feira (24), a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado. A decisão foi tomada em comum acordo com o presidente após reunião realizada no Palácio da Alvorada.
O afastamento ocorre dias depois de o parlamentar tornar-se alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, Wagner teria recebido benefícios indevidos enquanto mantinha interlocução sobre pautas de interesse da instituição financeira.
Investigação
De acordo com a Polícia Federal, Jaques Wagner teria recebido vantagens como passagens para familiares em um show internacional nos Estados Unidos e o uso de aeronaves particulares sem custos. Durante o cumprimento dos mandados autorizados pela Justiça, também foram apreendidos aproximadamente US$ 55 mil e € 33,5 mil em endereços ligados ao senador.
A defesa de Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que os valores apreendidos têm origem lícita e sustentam que o parlamentar jamais atuou para beneficiar o Banco Master no Congresso Nacional. A defesa também protocolou pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a operação de busca e apreensão, alegando supostas irregularidades no procedimento.
Até o momento, Jaques Wagner não foi condenado. As investigações seguem em andamento e o caso continua sob análise das autoridades competentes.
Por Samoel Andrade




