A coluna entrou em contrato com o sujeito, que disse ter feito a filiação de Lula ao partido de extrema-direita como uma “brincadeira, só pra mostrar que o sistema do TSE é falho”. “Mas acho que depois do que aconteceu com o Flávio, o sistema caiu ou algo assim”, argumentou.
A reportagem vai preservar o nome do envolvido porque, quando questionado se é maior de idade, ele afirmou que sim, que tem 16 anos e não autorizou que a coluna entrevistasse um responsável. “Eles (os pais) não sabem que eu fiz isso. Desculpa se fiz algo muito errado, não achei que ia ser algo sério”, afirmou.
De acordo com o Missão, a tentativa de filiação de Lula aconteceu às 14h46 de quinta-feira (14), a partir de um cadastro feito com um e-mail que tem o nome do garoto, o numeral 2019 e a palavra “Flamengo”.
O menino ainda deixou o próprio telefone celular, que é também uma chave PIX – o que permite a qualquer um identifica-lo. Os demais dados eram do presidente Lula, incluindo o CPF, o número do título eleitoral, data de nascimento, e o endereço do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
As informações foram entregues pelo Missão à Justiça Eleitoral no mesmo processo em que acusa o responsável pela filiação de Flávio Bolsonaro ao partido de falsidade ideológica.
Segundo o Missão, antes mesmo que qualquer registro automatizado fosse processado junto ao sistema FILIA (do TSE), o partido conseguiu cancelar a filiação de Lula. “Após a ocorrência dessa nova tentativa de fraude, o representante (o Missão) imediatamente suspendeu seu sistema de filiação online. As apurações devem ser realizadas sobre esses fatos, sendo certo que haverá integral colaboração e a contribuição do representante e de seus dirigentes para que os responsáveis sejam devidamente identificados e penalizados”, continuou Renan Santos, presidente do partido e candidato a Presidência da República.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Demétrio Vecchioli.




