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Jovem descobre câncer raro após confundir sintomas com gripe simples

Por Ailton Oliveira
Repo´drução/instagram/luke_jermaine

Pensando que se tratava de uma simples gripe, Luke Jermaine, de Cardiff, no Reino Unido, recebeu, aos 26 anos, o diagnóstico de um câncer raro em estágio avançado e os médicos lhe deram uma estimativa de 30% de chance de sobrevivência. Ele sempre foi um corredor assíduo e, na época, estava em boa forma, por isso não pensou que os sinais fossem de uma doença grave.

Tudo teve início em junho de 2020, quando sentiu uma dor persistente na parte interna da coxa.

Mesmo com a dor insistente, Luke achava que o motivo era, provavelmente, um resfriado que estava se aproximando. Mas, em julho, a dor piorou progressivamente e a coxa dele inchou significativamente. Assim, ele decidiu ir a um pronto-socorro.

Lá, os médicos prescreveram analgésicos e o mandaram de volta para casa. Porém, a dor forte permaneceu. “Eu tinha que ir para casa no meio do expediente porque sentia tanta dor que não conseguia andar”, disse ele ao portal Daily Mail.

No mês de agosto, Luke teve febre alta e por conta disso buscou atendimento médico. No hospital, ele foi submetido a alguns exames, inclusive o de coleta de amostra de tecido da sua coxa, para checar se havia algo de grave.

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“Por algum motivo, eu era completamente ingênuo em relação a tudo isso. Achei que seria fácil de ser resolvido”, lembra.

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Diagnóstico devastador

No final do mês de setembro, Luke passou mal e desmaiou no banheiro de sua casa. Por conta disso, foi levado ao hospital novamente e ficou internado. Pouco tempo depois recebeu a notícia devastadora: diagnóstico de linfoma anaplásico de células T em estágio quatro.

Este tipo de câncer acomete cerca de 170 pessoas por ano na Inglaterra e, quando descoberto em estágio avançado, geralmente já afetou outras partes do corpo, como medula óssea, fígado, pulmões e pele.

A média de sobrevivência para o linfoma anaplásico após aproximadamente cinco anos do diagnóstico é de 45 a 80% dos pacientes, dependendo do tipo da doença.

Depois  da descoberta da doença, a saúde de Luke só piorou e ele precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Os médicos disseram à sua família que ele tinha apenas 30% de chance de viver.

Recuperação e superação da doença

Incrivelmente, Luke se recuperou, teve alta da UTI e no final de outubro iniciou as sessões de quimioterapia. Durante esse processo, ele apresentou diversos efeitos colaterais, como fadiga, náusea e vômito.

“A quimioterapia foi muito difícil. Houve um momento durante as sessões em que meu cateter PICC [um tubo longo, fino e flexível inserido em uma veia] foi removido, fui infectado e peguei herpes-zóster”, conta ele.

Quase um ano depois de todo esse episódio que mudou sua vida, Luke recebeu uma boa notícia, após realizar um exame: seu câncer estava em completa remissão.

Agora, aos 32 anos, ele está restabelecendo sua vida. Desde 2023 voltou a correr e competir em algumas provas. Entre elas, a Corrida pela Vida da Cancer Research UK.

Seu próximo desafio é participar da Meia Maratona de Shoreditch e bater seu próprio recorde.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ailton Oliveira.