A promotora de vendas Amanda Albach, de 21 anos, encontrada morta hoje na praia de Itapirubá, em Imbituba, litoral de Santa Catarina, cavou a própria cova antes de ser morta por um conhecido, segundo a Polícia Civil. Ela teria sido morta por fotografar um homem armado, com histórico de tráfico de drogas, que temeu ser denunciado.
A Polícia Civil passou a tratar os amigos como suspeitos no desparecimento após informações desencontradas nos depoimentos deles ao longo da investigação, informou o delegado Bruno Fernandes.
Após coletar elementos que ligavam o trio ao desaparecimento, a Polícia Civil conseguiu na Justiça um mandado de prisão temporária por cinco dias contra os envolvidos.
Em depoimento hoje, um dos amigos confessou que a matou e indicou a localização do corpo, em uma cova rasa, na praia de Itapirubá, em Imbituba.
Pouco antes de morrer, Amanda chegou gravar um áudio e mandou por WhatsApp para uma parente informando que pegaria um carro de aplicativo para retornar para casa, no Paraná.
De acordo com a Delegacia de Investigação Criminal de Laguna, responsável pelo inquérito, Amanda mandou o áudio obrigada pelo suspeito como uma maneira de despistar a investigação. Depois da mensagem, a vítima ainda cavou a própria cova com uma pá e acabou morta com dois tiros, revelou o suspeito.
“O suspeito contou que levou Amanda até a praia de Itapirubá e obrigou que ela cavasse a própria cova. Antes de ser morta, ainda a ordenou a gravar um áudio aos familiares dizendo que pegaria um carro de aplicativo para retornar ao Paraná”, contou o delegado Bruno Fernandes, em coletiva de imprensa.
Vítima foi morta após ver arma com suspeito
A investigação concluiu que Amanda e os amigos foram para Jurerê Internacional durante o dia, em 14 de novembro. De lá, retornaram à noite para Imbituba.
Na noite de 15 de novembro, Amanda teria visto uma arma de fogo com um dos suspeitos no imóvel. Ela teria batido uma foto e encaminhado a outras pessoas, o que motivou o descontentamento do suspeito.
“A investigação aponta que a Amanda viu uma arma de um desses investigados, bateu uma foto e encaminhou a terceiros. Essa pessoa se descontentou e decidiu dar fim à vida dela porque sentiu que corria algum risco de ser denunciado”, informou o delegado.
Apenas o suspeito de portar a arma de fogo já tinha passagem pela polícia, pelo crime de tráfico de drogas. A Polícia Civil diz que os outros dois que hospedavam Amanda não participaram nem presenciaram a cena do crime, mas acabaram se omitindo.
A Polícia Civil ainda não informou se algum dos três suspeitos já teve defesa constituída. O UOL segue tentando contato e este espaço será atualizado tão logo haja manifestação.
O UOL tentou contato com o advogado que representa a família de Amanda, mas não obteve retorno.





