A mãe da influenciadora Lauanny Ferreira, namorada de Pedro Arthur Turra Basso, usou as expressões “Judas” e “novela mexicana” para atacar publicamente uma ex-amiga da filha, que fez várias denúncias contra o ex-piloto.
As publicações nas redes sociais levaram a Justiça do Distrito Federal a manter medidas cautelares contra Moara Guimarães Mota e Lauanny, por entender que as postagens de mãe e filha tinham potencial para intimidar e constranger a vítima.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles DF
Como o Metrópoles mostrou em março, Lauanny e Moara passaram a enviar mensagens de texto para a ex-amiga de Turra e para a mãe dela, exigindo a retirada da queixa criminal (imagem em destaque). Elas ameaçaram divulgar vídeos íntimos da vítima, incluindo um registro dela tomando banho gravado sem consentimento, quando tinha apenas 12 anos.
A partir disso, ela afirma ter passado a sofrer uma série de exposições e intimidações promovidas por Lauanny e a mãe, “com o objetivo de descredibilizá-la e influenciar seu comportamento no processo”, uma vez que ela figura como testemunha no caso envolvendo a morte do adolescente Rodrigo Castanheira.
Em uma das postagens anexadas aos autos, Moara ironiza a jovem ao escrever: “Essa é a sua justificativa para andar com eles? Você só pode participar de novelas mexicanas”.
Em outra publicação, a sogra de Pedro Turra chama a vítima de “Judas” e a acusa de ter traído a confiança da família.
“Judas está por toda parte. Ele desfruta, senta à mesa com você, sorri, finge estar junto… e depois te trai. (…) Minha filha sempre generosa, sempre presenteando, sempre dando tudo de melhor. Desfrutou de tudo. E, ainda assim, escolheu trair”, acusa a mulher.
Moara também afirmou que a jovem recebia presentes, transporte por aplicativo e outras despesas pagas por Lauanny e Pedro Turra, além de negar que tenha ameaçado a jovem. “E para de inventar que eu te ameacei. Na mensagem que eu te enviei, foi amor”, diz a sogra de Turra.
Segundo a decisão, as postagens atribuídas às investigadas expuseram a testemunha, inclusive com divulgação reiterada de imagens de quando ela era menor de idade, em um caso de ampla repercussão nacional. Para o juiz, as publicações tinham potencial de atingir a privacidade e a liberdade da vítima e buscavam desacreditá-la perante a opinião pública.
O magistrado também entendeu que o direito de resposta não justifica a exposição da testemunha e considerou as medidas cautelares proporcionais para reduzir a animosidade entre os envolvidos, advertindo que eventual descumprimento poderá resultar na decretação da prisão preventiva das investigadas.
Denúncia contra Turra
Na última quinta-feira (16/7), a Justiça aceitou uma nova denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra Pedro Turra, acusado de fornecer bebida alcoólica a adolescente e de praticar constrangimento ilegal. A sentença também determinou a realização da audiência de instrução e do julgamento.
O juiz André Silva Ribeiro, da 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras, entendeu que não há hipótese de absolvição sumária e decidiu pelo prosseguimento da ação penal.
Na mesma decisão, o magistrado autorizou a produção das provas orais solicitadas pela acusação e pela defesa e determinou a intimação das testemunhas para serem ouvidas na fase de instrução do processo.
Pedro Turra está preso preventivamente desde 30 de janeiro deste ano. Ele é acusado de agredir e matar o jovem Rodrigo Castanheira, que morreu aos 16 anos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Thalita Vasconcelos.




