Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais determinou a abertura de um incidente de insanidade mental para avaliar as condições psíquicas de Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (18/8) pelo juiz Alexandre Magno de Resende Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte. Com a medida, Paola deverá passar por exames psiquiátricos para verificar se, no momento dos crimes, tinha capacidade de compreender o caráter dos atos e de se determinar de acordo com esse entendimento.
O processo ficará suspenso até a conclusão da perícia.
A decisão foi tomada depois que o magistrado identificou dúvidas sobre a saúde mental da acusada. Entre os elementos considerados estão relatos de familiares sobre um histórico de instabilidade emocional e registros de atendimentos psiquiátricos de urgência.
Segundo a decisão, Paola já teria sido atendida no Hospital André Luiz e em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Ribeirão das Neves.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Acusada relatou suposto surto psicótico
Outro ponto considerado pela Justiça foi a própria versão apresentada por Paola durante o processo. Conforme registrado na decisão, ela afirmou que teria cometido o crime durante um “surto psicótico”.
O juiz também citou a confirmação de que a acusada fazia uso contínuo de medicamentos controlados, entre eles clonazepam e quetiapina. Prontuários médicos também foram anexados ao processo.
Diante desse conjunto de informações, o magistrado considerou necessária a realização da perícia para esclarecer se havia comprometimento da capacidade mental da acusada na época dos fatos.
A análise não tem como objetivo antecipar uma conclusão sobre a responsabilidade criminal de Paola. O exame deverá avaliar especificamente as condições psíquicas dela no período em que os crimes ocorreram.
Defesa considera perícia fundamental
A defesa da diarista afirmou que recebeu a decisão com serenidade e considera a avaliação psiquiátrica fundamental para esclarecer a condição mental da acusada.
Em nota, os advogados destacaram que a perícia deverá analisar, de forma técnica e independente, principalmente se Paola tinha capacidade de compreender o caráter dos fatos e de agir conforme esse entendimento.
A Justiça determinou prioridade no agendamento do exame em razão de Paola estar presa.
“A expectativa, contudo, é de que a avaliação psiquiátrica permita esclarecer aspectos relevantes sobre o estado mental de Paola no momento dos fatos”, afirmou o advogado Bruno Corrêa.
A defesa também ressaltou que não é possível antecipar as conclusões dos profissionais responsáveis pela perícia.
Caso envolve morte de casal de idosos
Paola Stefany é acusada de matar Maria Clotilde e Cláudio Atala, um casal de idosos que foi encontrado morto dentro da própria residência, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte.
Com a instauração do incidente de insanidade mental, o processo criminal entra em uma etapa específica para determinar as condições psíquicas da acusada no momento dos fatos.
O resultado da perícia deverá ser encaminhado à Justiça e poderá influenciar o andamento da ação penal. Até a conclusão dos exames, o processo permanece suspenso.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniel Galera.




