Juliano Cazarré volta a defender palestra e se revolta: “Não sou radical, vocês é que são”
Ator reagiu a uma fala recente do ex-colega de “Três Graças” e voltou à polêmica envolvendo dados sobre homicídios
O estopim para a nova manifestação foi uma declaração de Eduardo Moscovis. Em entrevista ao canal do YouTube “Papo Amado”, projeto comandado pelo jornalista Guilherme Amado, o ator comentou as falas anteriores de Cazarré e argumentou que não seria adequado comparar a violência sofrida por homens e mulheres sem considerar as diferentes condições de vulnerabilidade e ameaça.
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Juliano Cazarré no “GloboNews Debate”Reprodução: GloboNews Letícia e Juliano Cazarré com 5 dos 6 filhosReprodução: Instagram/@cazarre Juliano CazarréReprodução: Instagram/@cazarre Jorginho Ninja (Juliano Cazarré) em “Três Graças”Divulgação: Globo Zenilda (Andréia Horta) cruza com Rogério (Eduardo Moscovis) e revela ter perdido o sonoReprodução: Globo
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Moscovis e Cazarré integraram o elenco de “Três Graças”, novela da Globo em que interpretaram Rogério e Jorginho Ninja, respectivamente. No vídeo desta sexta, Cazarré não cita o colega pelo nome, mas deixa pistas claras ao afirmar que havia feito uma novela com o ator e demonstrar incômodo com a crítica, que veio da entrevista publicada nesta semana.
“Vem um cidadão, um colega de profissão meu falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse. Se você tá tão bravo com o número de assassinatos de mulheres, em vez de você vir reclamar do Cazarré, que é um cara sozinho, que não pode se defender, que toda hora vocês querem queimar mais a p*rr* do meu filme, porque você não reclama do Ministro da Justiça?”, questionou Cazarré.
No início do vídeo, o artista voltou à controvérsia criada desde o anúncio de “O Farol e a Forja”. O encontro aconteceu entre 24 e 26 de julho e reuniu cerca de 600 pessoas, a maioria homens. A programação abordou assuntos como família, paternidade, espiritualidade, trabalho e masculinidade.
Cazarré afirmou que, apesar das acusações que recebeu antes da realização do encontro, nenhuma das palestras teria pregado superioridade masculina ou feito ataques às mulheres. “Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou de alguma supremacia dos homens, nenhuma. Nenhuma palestra no palco falou mal das mulheres, zero, nenhuma. Foi uma mentira que vocês inventaram, eu falei o tempo todo que o evento não tinha nada a ver com isso”, declarou ele. Segundo o ator, a proposta sempre foi discutir maneiras de tornar os homens mais presentes na vida familiar e responsáveis por suas escolhas.
Boa parte do pronunciamento também foi dedicada a uma controvérsia iniciada em maio, quando Cazarré participou de um debate sobre masculinidade e violência. Na ocasião, ele afirmou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres” e citou uma estimativa de 2,5 mil homens assassinados por mulheres diante de aproximadamente 1,5 mil feminicídios. A comparação foi contestada durante o próprio programa porque colocava lado a lado categorias estatísticas diferentes.
Agora, Cazarré argumentou que sua intenção não teria sido afirmar que mulheres são mais violentas que homens. “O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo dizendo: ‘Ai o Juliano disse que as mulheres matam mais’”, afirmou, revoltado.
Dados analisados posteriormente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que os homens predominam amplamente entre os autores de mortes violentas no país. Especialistas também alertam que comparar feminicídio com todos os homicídios de homens produz uma equivalência inadequada.
Cazarré encerrou o vídeo afirmando que pretende continuar tratando normalmente colegas que discordam dele, inclusive aqueles que fizeram críticas públicas ao projeto. “Eu vou continuar tratando vocês bem, eu vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são”.
O ator tem uma trajetória marcada também por declarações públicas sobre paternidade, casamento e fé. Casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos, ele fala abertamente sobre a conversão ao catolicismo e sobre a decisão de viver a religião de forma mais intensa, além de defender a presença paterna e a responsabilidade masculina.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Heloísa Cipriano.




