Junior Lima revelou ter enfrentado crises de pânico em meio à pressão para corresponder às expectativas dos outros. O cantor, que ficou conhecido por fazer dupla com a irmã, Sandy, contou que passou por um período de vazio e precisou iniciar um intenso processo de autoconhecimento para entender quem realmente era e o que queria para a própria vida.
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Segundo ele, muitas de suas escolhas eram influenciadas pela preocupação com a opinião alheia, especialmente por ter crescido sob os olhos do público.
“Depois de adulto, eu fui entender que muitas das minhas ações, das minhas escolhas, eram preocupadas com o que os outros estavam pensando”, afirmou o artista durante participação no Papo de Segunda, do GNT, nesta segunda-feira (24/8).
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do Metrópoles
Nesse período, Junior passou a enfrentar crises de pânico que descreveu como “bem pesadas”. Ele já fazia terapia há algum tempo, mas decidiu intensificar o acompanhamento e buscar informações para entender melhor o que estava acontecendo.
“As pessoas com quem eu me identificava, eu queria que eles também me me aceitassem no grupo. E aí, com quase trinta anos eu comecei a ter umas crises de pânico pesadas. E aí você começa a investiga. Eu já fazia terapia há um bom tempo, mas aí comecei a fazer intensamente e ir atrás de informação, de me entender, de me conhecer. E isso acabou sendo um processo muito rico e muito valioso para mim”, contou.
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Junior Lima e Sandy
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Junior Lima posa de óculos e sorrindo
Reprodução/Instagram @junior_oficial3 de 5
O cantor Júnior Lima
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O cantor Júnior Lima
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Junior Lima
Reprodução/Instagram
O cantor também relacionou o processo à experiência de ter crescido sob os olhos do público e à necessidade de estar sempre performando. A cobrança para ser simpático, dar boas entrevistas e se comunicar bem acabou fazendo com que perdesse a conexão com os próprios desejos.
“Essa necessidade de performar me deu uma esvaziada. Eu comecei a perceber que eu não sabia mais do que eu gostava. Eu não sabia escolher a comida que eu queria”, relatou.
Junior afirmou que precisou “se desconstruir inteiro” para voltar a entender quem era. “Eu tive que me desconstruir inteiro e olhar para tudo e sair catando os cacos e falar: ‘Ah, tá. Eu sou essa pessoa’. Então foi um longo processo”, disse.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Camilla Germano.




