A Justiça concedeu, nesta quinta-feira (27), liberdade a Raimundo Nonato Costa, conhecido popularmente como Gerson após a defesa pedir a revogação de sua prisão preventiva. A decisão representa uma reviravolta no caso, embora não signifique absolvição ou encerramento do processo.
O advogado Saymon Daygo de Souza Silva, responsável pela defesa, comemorou a decisão e afirmou que continuará buscando demonstrar que Raimundo teria agido em legítima defesa.
Defesa questiona dinâmica apresentada por testemunhas
A partir desse resultado, Saymon questiona relatos prestados durante a investigação segundo os quais a vítima teria se deslocado e perseguido Raimundo após ser ferida.
A defesa sustenta que a dinâmica narrada precisa ser confrontada com a prova técnica e afirma haver contradições entre depoimentos e elementos periciais.
O advogado também alega que algumas testemunhas teriam apresentado versões falsas. Essa é uma afirmação da defesa e ainda depende de análise e eventual comprovação no processo.
Outro ponto levantado é que o exame de corpo de delito de Raimundo teria identificado lesões provocadas por arma branca. Para a defesa, isso reforçaria a versão de que ele também foi agredido durante o episódio e teria reagido para se defender.
Saymon afirma ainda que a hipótese de legítima defesa já teria sido considerada pela autoridade policial durante a análise da ocorrência.
Processo continua
Com a decisão, Raimundo Nonato responderá ao processo em liberdade.
A revogação da prisão preventiva, entretanto, não representa reconhecimento definitivo da tese de legítima defesa nem significa que a Justiça tenha considerado falsas as declarações das testemunhas. Essas questões ainda deverão ser analisadas no decorrer da ação, a partir do conjunto das provas.
A defesa pretende colocar no centro do debate judicial justamente a compatibilidade entre os depoimentos apresentados durante a investigação e os resultados dos exames periciais.




