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Exclusivo Letícia Laranja abre o jogo sobre protagonismo em “Amor em Ruínas” e pressão das redes
Atriz comenta a estreia como protagonista, relembra os desafios da carreira e fala sobre os próximos passos na atuação
A atriz Letícia Laranja (Globo)
Depois de chamar atenção em Terra e Paixão, Letícia Laranja vive um novo momento na carreira ao assumir sua primeira protagonista em Amor em Ruínas, da Record. Em entrevista exclulsiva à coluna, a atriz falou sobre a responsabilidade de liderar uma produção, os desafios da personagem Gomer e a pressão que artistas enfrentam com as redes sociais.
Depois de chamar atenção em Terra e Paixão, você agora assume sua primeira protagonista. Em que momento percebeu que estava pronta para carregar uma produção inteira nas costas?
Eu não acredito que ser protagonista seja carregar uma produção nas costas. Pelo contrário. Pra mim, protagonismo é entender que esse é um trabalho em equipe. Compreender isso, ter abertura para ouvir e construir uma relação de confiança com toda a equipe faz com que nós, protagonistas, possamos conduzir a produção de uma forma muito mais saudável e verdadeira. Mas essa condução sempre parte de um esforço coletivo. Eu não enxergo o protagonismo como um lugar solitário. Muito pelo contrário, é o lugar onde eu mais vou precisar contar com as pessoas, e onde as pessoas também vão precisar contar comigo. Compreender essa troca, essa confiança e esse compromisso conjunto é o que faz com que a gente consiga conduzir o trabalho da melhor forma possível.
Gomer é uma personagem complexa, cheia de conflitos e julgamentos. O que mais te surpreendeu nela durante a preparação e o que você acredita que o público vai descobrir ao conhecê-la?
O que mais me surpreendeu na Gomer foi perceber que muitos dos conflitos dela também existiam em mim. Eram questões que estavam ali, mas que eu nunca tinha realmente olhado. De alguma forma, a Gomer despertou coisas que estavam adormecidas. Eu acho que essa é uma das maiores magias da atuação, a possibilidade de compreender o outro a partir da nossa própria bagagem. Quando a gente se permite mergulhar de verdade em uma personagem, acaba inevitavelmente encontrando partes de nós mesmos no caminho. E eu acredito que é exatamente isso que vai acontecer com o público. As pessoas vão se reconhecer na Gomer em muitos momentos, porque os conflitos dela são profundamente humanos. É essa identificação que cria a conexão e faz com que a história continue ecoando muito depois que ela acaba.
Você costuma dizer que levou muitos anos até conquistar uma grande oportunidade na televisão. Hoje, vivendo esse momento, existe alguma lembrança daquela fase de testes e dificuldades que ainda te acompanha no set?
Na verdade, passar por testes, ouvir “nãos” e bater na trave faz parte do nosso ofício. Não é porque hoje eu fiz uma protagonista que nunca mais vou fazer teste ou nunca mais vou ouvir um “não”. Nossa profissão é feita disso, e acho que é importante ter essa consciência. A única coisa que eu penso é que, quando surge uma oportunidade como essa, eu quero desfrutar ao máximo, me divertir e pegar esse fôlego para seguir o meu caminho.
Nas redes sociais você tem mostrado um pouco dos bastidores de Amor em Ruínas. Qual foi o dia de gravação mais intenso ou emocionante até agora e por quê?
Por sorte, eu tive a chance de viver muitos momentos mágicos dentro dos sets. Quando a magia acontece no set, não é só porque está acontecendo comigo; é porque está acontecendo com todos nós que estamos ali. Quando o set inteiro está envolvido com aquela cena, com aquilo que está acontecendo. Mas teve um dia, dentre esses dias tantos que foram mágicos, o da cena do parto, o primeiro filho da Gomer. Foi um dia em que eu me permiti ser muito vulnerável. O set foi conduzido maravilhosamente bem pelo diretor Davi Lacerda, um diretor muito sensível, que compreende, por exemplo, a importância de colocar uma música no set. E aquela música vai virando quase como se fosse um mantra, envolvendo todas as pessoas. Esse foi um dia em que tudo de bonito poderia ter acontecido, e aconteceu. Os atores estavam muito presentes, só quem estava ali e viveu aquilo vai entender. Mas, com certeza, vai ser um dia que vai ficar marcado pra sempre. E a gente vai poder assistir. O mais lindo é isso, tá gravado.
Você comentou recentemente sobre a pressão que muitos artistas sofrem para ter números nas redes sociais. Depois de conquistar uma protagonista, você sente que seu trabalho passou a falar mais alto do que os algoritmos?
Eu sempre espero que o meu trabalho fale mais alto do que os algoritmos. É claro que a gente não pode ignorar os novos movimentos da coisas, do mercado. Mas meu desejo mais sincero, é que os algoritmos sejam uma consequência do trabalho dedicado e apaixonado que eu venho construindo.
Olhando para depois de Amor em Ruínas, qual é o próximo desafio que você gostaria de encarar: uma vilã, uma protagonista de novela contemporânea, cinema ou até mesmo um projeto que una atuação e música?
Eu me sinto aberta a tudo. Acredito que as personagens escolhem os atores como instrumento para representá-las, assim prefiro deixar os caminhos abertos pra que a próxima personagem me escolha e venha da melhor forma possível e no momento certo!
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Tags:Amor em Ruínas, Letícia Laranja
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Conteúdo reproduzido originalmente em: Leo Dias por Flávio Ricco.





