Por Guilherme Mendes

Um dos pontos altos desta irritação da categoria com Bolsonaro teria sido a promulgação da PEC Emergencial, há duas semanas. “Isso porque tiramos 90% do que era ruim. Imagina se deixássemos como estava”, disse o parlamentar, para quem o governo não ouviu uma série de demandas e avisos desta base, sempre muito próxima ao projeto bolsonarista. Ainda sim, o capitão se define como um aliado do governo federal.
Capitão Augusto avaliou ainda que o caso da morte de um policial militar na Bahia, neste domingo (28), não deverá trazer maiores reflexos dentro das corporações militares, nem risco de motim. “Vê-se que foi um caso isolado. Nem nada parecido até então”, afirmou o deputado nesta segunda-feira (29) ao Congresso em Foco. “É um caso isolado, mas lamentamos muito a morte do policial.”
O caso ocorreu em Salvador. Um policial da PM baiana, em um aparente surto, se isolou próximo ao Farol da Barra, cartão postal da cidade, dando tiros para o alto. Após cercarem a área, outros policiais iniciaram uma tentativa de negociação para que ele se entregasse. O policial acabou alvejado e morto após disparar contra alguns de seus colegas.
Para Augusto, líder da chamada “Bancada da Bala” no Congresso, a pressão sobre os policiais faz parte da rotina da profissão. O deputado federal disse que o risco de motim não existe hoje, apesar do que chamou de “descontentamento” da corporação, seja com a necessidade de aplicar medidas de lockdown, seja com ações do governo.



