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Limite de gastos para candidatos ao Governo do Acre em 2026: veja o teto

Campanhas pelo Palácio Rio Branco terão teto de R$ 3,55 milhões no primeiro turno; patrimônio declarado pelos candidatos apresenta diferenças expressivas.

Samoel Andrade Por Samoel Andrade

 

Os candidatos ao Governo do Acre poderão gastar até R$ 3.557.761,23 no primeiro turno das eleições de 2026, conforme o limite estabelecido pela Justiça Eleitoral. O valor é individual e representa o teto máximo de despesas permitido para cada candidatura.

Em caso de segundo turno, o limite cai para R$ 1.778.880,62 por candidato. Os valores foram mantidos nos mesmos patamares utilizados nas eleições de 2022.

Com o registro das candidaturas e a divulgação das declarações de bens, também é possível observar diferenças expressivas entre o patrimônio informado pelos candidatos e o valor que cada campanha poderá movimentar.

Quanto cada candidato pode gastar no Governo do Acre

Para a disputa pelo Governo do Acre, o limite estabelecido para o primeiro turno é de R$ 3.557.761,23 para cada candidatura.

Se houver segundo turno, cada candidato poderá gastar até R$ 1.778.880,62.

O teto não significa que todos os candidatos necessariamente gastarão esse montante. Trata-se do valor máximo de despesas eleitorais permitido pela legislação para a disputa.

A definição do limite busca estabelecer uma referência comum para as campanhas e evitar que candidatos ultrapassem os valores determinados pela Justiça Eleitoral.

Patrimônio dos candidatos é diferente do limite de campanha

Uma das principais diferenças que o eleitor precisa observar é que patrimônio declarado e limite de gastos são informações distintas.

O patrimônio corresponde aos bens, direitos, investimentos e valores que o candidato declara possuir no momento do registro da candidatura.

Já o limite de gastos representa o máximo que a campanha poderá utilizar em despesas eleitorais, conforme as regras estabelecidas para o pleito.

Portanto, um candidato pode declarar patrimônio superior ao limite de gastos e, ainda assim, não estar autorizado a utilizar todo esse patrimônio na campanha.

Da mesma forma, um candidato com patrimônio pessoal muito inferior ao teto eleitoral pode ter uma campanha dentro do limite legal, desde que os recursos utilizados sejam obtidos de acordo com as regras de financiamento eleitoral.

Alan Rick declarou patrimônio de R$ 5,24 milhões

Entre os candidatos que já apresentaram seus registros, o senador Alan Rick (Republicanos) declarou patrimônio de R$ 5.244.567,72.

A relação de bens inclui um imóvel residencial avaliado em aproximadamente R$ 1,319 milhão, além de um Jeep Grand Cherokee declarado por R$ 236.794,96.

Também aparecem investimentos e aplicações financeiras de valores expressivos.

Entre eles estão R$ 999.614,79 em um fundo de investimento da Caixa, R$ 800 mil em um fundo de infraestrutura do BTG Pactual e R$ 573.106,16 em uma aplicação de renda fixa.

O candidato também informou possuir R$ 150 mil em dinheiro em espécie e R$ 200 mil em Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Mailza Assis declarou R$ 167,4 mil

A governadora Mailza Assis (PP) declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 167.482,91.

A maior parcela está concentrada em uma aplicação de renda fixa da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 121.227,64.

A candidata também declarou R$ 46 mil em uma conta da Caixa e outros R$ 255,27 mantidos em outra conta bancária.

A diferença entre o patrimônio declarado por Mailza e o teto de gastos permitido para a campanha mostra justamente por que patrimônio pessoal e limite eleitoral não devem ser tratados como sinônimos.

Dr. Luisinho declarou não possuir bens

O médico Dr. Luisinho (Agir) aparece no levantamento com declaração de nenhum bem à Justiça Eleitoral.

A ausência de patrimônio declarado, entretanto, não significa que a candidatura esteja impedida de realizar despesas eleitorais.

O financiamento de uma campanha segue regras próprias e pode envolver diferentes fontes permitidas pela legislação eleitoral, respeitados os limites e procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Informação sobre patrimônio de Tião Bocalom precisa ser conferida

O ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) aparece na relação utilizada no levantamento com patrimônio de R$ 167.482,91, o mesmo valor informado por Mailza Assis.

Como os valores são exatamente iguais, é necessário consultar a declaração individual do candidato no sistema oficial antes de tratar o número como definitivo.

A coincidência pode representar uma inconsistência na compilação dos dados ou uma informação que ainda precise ser atualizada no sistema.

Por isso, a conferência diretamente no cadastro oficial da candidatura é importante para evitar a publicação de uma informação patrimonial duplicada.

Thor Dantas e Eudo Rafael ainda não haviam registrado candidatura

No momento do levantamento, os candidatos Thor Dantas (PSB) e Eudo Rafael (PCB) ainda não haviam registrado suas candidaturas.

Por esse motivo, não havia declaração patrimonial disponível para inclusão na comparação apresentada.

As informações podem ser atualizadas posteriormente à medida que os pedidos de registro forem apresentados e disponibilizados no sistema eleitoral.

Como funciona o limite de gastos eleitorais

O limite de gastos estabelecido para a eleição não corresponde ao dinheiro disponível na conta pessoal do candidato.

O valor representa o teto das despesas que podem ser realizadas pela campanha durante o período eleitoral.

Despesas contratadas pela candidatura e outras operações relacionadas à campanha precisam observar as regras de prestação de contas e os limites definidos pela legislação.

O candidato ou partido que ultrapassar o teto estabelecido fica sujeito às consequências previstas na legislação eleitoral, incluindo multa sobre o valor excedente.

Por que o TSE manteve o limite de 2022?

Para as eleições de 2026, os limites foram mantidos nos mesmos patamares estabelecidos para o pleito de 2022.

A definição considera as regras de financiamento eleitoral e os parâmetros utilizados pela Justiça Eleitoral para estabelecer os limites de despesas das campanhas.

Com isso, a candidatura ao Governo do Acre terá como referência máxima R$ 3,55 milhões no primeiro turno.

Caso a disputa avance para uma segunda votação, o teto individual será reduzido para R$ 1,77 milhão.

O que o eleitor deve observar

Além do patrimônio declarado, o eleitor poderá acompanhar a arrecadação e os gastos das campanhas durante o processo eleitoral.

A prestação de contas permite verificar de onde vieram os recursos utilizados e quais despesas foram realizadas pelas candidaturas.

A declaração de bens, por sua vez, apresenta os valores informados pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral e não deve ser confundida com uma avaliação independente de mercado.

As informações podem ainda passar por atualizações, correções e análises no decorrer do processo eleitoral.

Disputa pelo Governo do Acre entra em nova fase

Com o registro das candidaturas, a eleição para o Governo do Acre começa a ganhar contornos mais definidos.

Os dados patrimoniais e os limites de gastos permitem ao eleitor conhecer melhor as informações formais apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral.

No primeiro turno, cada candidato ao Governo do Acre poderá gastar até R$ 3.557.761,23.

O valor representa o teto eleitoral, e não o patrimônio pessoal dos concorrentes.

A partir do início oficial da campanha, o acompanhamento das propostas, da arrecadação, dos gastos e da prestação de contas será fundamental para que o eleitor possa acompanhar como os recursos estão sendo utilizados durante a disputa pelo Palácio Rio Branco.