O vice-líder do governo no Congresso Nacional, deputado Lindbergh Farias (RJ), anunciou nessa sexta-feira (24/7) que pedirá à Polícia Federal (PF) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar fez o anúncio por meio de uma publicação na rede social X.
Segundo Lindbergh, será protocolada uma notícia de fato para que a PF investigue movimentações financeiras do escritório após o Metrópoles revelar, na coluna Tácio Lorran, que Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
O deputado levanta suspeitas de que o escritório teria sido utilizado para receber recursos sem exercer atividade jurídica efetiva.
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Durante o vídeo, Lindbergh afirmou que o escritório funcionaria na residência onde Flávio Bolsonaro mora, em Brasília, e alegou que o local não teria funcionários, atendimento ao público ou estrutura compatível com a prestação de serviços advocatícios.
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do Metrópoles
URGENTE! Acabamos de pedir à PF a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telemático do escritório de advocacia do Flávio Bolsonaro. Também solicitamos busca e apreensão. O endereço do tal escritório é na mansão que ele mora em Brasília. Tudo indica que trata-se de escritório de… pic.twitter.com/ztP451vyHh
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) July 24, 2026
Notas fiscais ligadas a Flávio Bolsonaro
- O escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu e cancelou duas notas fiscais que somam R$ 1 milhão.
- As notas foram emitidas em favor da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A., apontada como empresa de fachada ligada ao ex-banqueiro, Daniel Vorcaro.
- Cada nota tinha o valor de R$ 500 mil e foi emitida em 7 de abril de 2025.
- Dois dias depois, o escritório emitiu uma terceira nota de R$ 500 mil para a Contábil Correa.
- As notas canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica à Copenhagen.
- A Copenhagen não possui sede própria nem site e está registrada no mesmo endereço da Contábil Correa, em São Caetano do Sul (SP).
- Segundo a investigação, Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen, incluindo R$ 11,2 milhões logo após a abertura da empresa.
- O responsável por uma das empresas, Rogério Lourenço Novo, já havia sido investigado pela PF por suspeita de operar um esquema de emissão de notas fiscais frias entre 2013 e 2015, com prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões.
- A Polícia Federal investiga a movimentação financeira envolvendo as empresas e o Banco Master.
O petista também disse que, desde 2021, o escritório teria emitido 41 notas fiscais. Entre elas, citou pagamentos que teriam sido feitos por empresas ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo uma transferência de R$ 500 mil atribuída à empresa Contábil Correia.
“Se ele não exercia atividade, se ele não tinha funcionários, se ele não atuava representando terceiros, o que ele fez desses R$ 500 mil? Era só para receber dinheiro? Era lavar dinheiro?”, questionou Lindbergh na publicação.
Na mesma manifestação, o deputado também mencionou o contador Alexandre Caetano dos Reis, que teria atuado para o escritório de Flávio Bolsonaro.
Lindbergh afirmou que Alexandre foi investigado em operações da Polícia Federal relacionadas à lavagem de dinheiro e disse que ele é irmão de Letícia Caetano dos Reis, apontada como sócia administradora do escritório.
De acordo com o parlamentar, esses elementos justificam o pedido para que a PF aprofunde a investigação e analise a movimentação financeira da banca de advocacia.
Além da quebra dos sigilos do escritório, Lindbergh afirmou que pretende solicitar que Alexandre Caetano seja ouvido novamente pela Polícia Federal.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Gabriela Martins.





