Geral

Livro em homenagem aos 20 anos de Cármen no STF tem Emicida e Alcione

Por Manoela Alcântara
Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

O livro em homenagem aos 20 anos de Supremo Tribunal Federal (STF) da ministra Cármen Lúcia, única representante feminina na cadeira entre 10 ministros da Corte, reuniu grandes nomes da arte, da música, de juristas e de amigos.

Para retratar a magistrada, o livro traz 20 manifestações em frases, textos, cartas, poemas, artigos. Entre os participantes da coletânea estão Caetano Veloso, Regina Casé, Marisa Monte, Fernanda Montenegro, Emicida, Socorro Acioli e Alcione.

A ministra aposentada e ex-presidente do Supremo, Rosa Weber também participa. As juristas Maria Cristina Peduzzi, ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Tereza Sadek, Andréa Pachá, Fernando Neves e Eduardo Toledo estão entre os nomes que também escreveram sobre Cármen na obra.

Há ainda palavras de Paula Lavigne, amiga de Cármen Lúcia, além da médica Ludhmila Hajjar, da ambientalista Izabella Teixeira, da ativista Maria da Penha.

Entre no canal de WhatsApp
da Coluna Manoela Alcântara

Algumas homenagens

Na homenagem, Emicida escreveu:

“Perseguimos na existência justiça e justeza
Pois quando o dia pesa o horizonte ampara
A serras testemunham a jornada cara
De gente que só sonha em num ser só tristeza”.

Alcione parabenizou a ministra “sempre desejando que continue exercendo sua missão com a mesma fibra, liderança, e nos inspirando com seu exemplo e dedicação. E além de tudo, valoriza a nossa Cultura Popular”, disse.

Caetano Veloso prosseguiu: “A Justiça é um lugar invisível até que alguém lhe empreste um rosto. Durante vinte anos, Cármen Lúcia fez do direito uma conversa com a sociedade brasileira. Em tempos de ruído, sua voz nunca precisou ser alta para permanecer incontornável”.

Calças compridas

O livro-homenagem à Cármen Lúcia tem 112 páginas e apresentação escrita pela jornalista Mariana Oliveira. Foi ainda publicado pela Editora Amauaense.

As falas são sobre a ministra que tomou posse no STF em 21 de junho de 2006 e representa uma série de marcos na história da Corte e do país.

Cármen Lúcia foi a primeira magistrada a usar calças compridas, em vez de vestido ou saia, no plenário do STF. Em 2007, quando Cármen ousou em mudar a vestimenta, advogadas, juízas e magistradas só usavam saias abaixo do joelho ou os famosos tailleurs.

Foi ainda a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre os anos de 2012 e 2013. E a segunda mulher a presidir o Supremo e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), entre setembro de 2016 e setembro de 2018.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Manoela Alcântara.