O ex-presidente Lula, candidato do PT à Presidência da República disse nesta quarta-feira (27) não acreditar em um possível golpe caso Jair Bolsonaro (PL) perca as eleições.
Durante a entrevista, Lula prometeu mudar a política de reajuste do salário mínimo caso seja eleito em outubro. Hoje, a inflação determina a variação de um ano para o outro, enquanto Lula pretende retomar a variação do PIB (Produto Interno Bruto) como outro fator incidente para aumentar o salário.
Em 2007, o governo do petista criou uma política de valorização do salário mínimo até 2023 – a ser revisada anualmente pela LDO. A regra valeu até 2019, quando o governo de Jair Bolsonaro retirou da LDO o reajuste com base no PIB.
Ele também disse que irá recriar ministérios que foram fechados pelos governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL) – os dois pós-PT. Lula citou como exemplos os ministérios da Cultura e da Pesca. “Nós vamos criar aqueles ministérios que forem necessários”, disse.
Promessa de não tentar a reeleição
Lula disse na entrevista que não pretende concorrer à reeleição caso seja eleito em outubro deste ano, fato tentado por todos os presidentes eleitos depois da redemocratização (Collor renunciou durante o processo de impeachment e não concorreu em 1994).
“É uma decisão minha, eu estou dizendo isso agora, da minha livre e espontânea vontade: eu quero cumprir o melhor mandato que eu já fiz na vida. E quero trabalhar em 4 anos por 40”, disse, ao mencionar os 81 anos que terá em 2026 como um dos fatores. “Eu sinceramente não penso em reeleição”.
Questionado sobre se contaria com o apoio do ex-presidente Michel Temer, que assumiu o comando do governo com o impeachment de Dilma Rousseff, Lula disse que não. “Eu acho que o Temer não vai votar em nós, mesmo”, afirmou e, posteriormente, definiu o emedebista como “um equívoco” ao resumir ex-presidentes do Brasil em poucas palavras.




