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Lula promete recursos para submarino nuclear: “Para nossa soberania”

Por Rebeca Ligabue
Rebeca Ligabue/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu, nesta quarta-feira (19/8), mais recursos para a conclusão do submarino de propulsão nuclear, desenvolvido pela Marinha desde o início dos anos 2000. Em agenda, Lula acompanhou o começo da montagem da seção nuclear do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), do Programa Nuclear da Marinha em Iperó, interior paulista. A tecnologia será usada no equipamento marítimo.

Lula mencionou que já havia visitado o centro em 2007, quando liberou R$ 1,4 bilhão para o projeto.

“Eu imaginava que depois daquela liberação, a gente não teria mais problema que ali o orçamento ia fluir de acordo com as necessidades para que tivesse continuidade na construção do nosso navio de propulsão nuclear, mas não aconteceu”, lamentou.

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“Hoje venho aqui e outra vez eu me deparo com a descontinuidade do orçamento”, continuou Lula. “O orçamento da União, às vezes, tem que ser contingenciado. Muitas vezes, um ano tem 2, no outro ano você tem 1, no outro ano você tem 3, no outro ano você tem nada. Ou seja, isso não permite que dê uma sequência de continuidade para que a gente possa dizer vamos concluir o projeto daqui a tanto tempo.”

Para isso, Lula disse que deverá ter apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também da Petrobrás.

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“O submarino é imperante para a nossa soberania, é importante para o nosso desenvolvimento tecnológico. O submarino é importante para gerar emprego qualificado para meninas e meninos que estudaram e se formaram e querem continuar produzindo a coisa no Brasil. O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia para dar e para vender”, destacou o chefe do Palácio do Planalto.

Na ocasião, Lula também afirmou que o Brasil não pode andar de “cabeça baixa” na relação com outros países. O presidente defendeu ainda o enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia.

Entre os presentes, estavam os ministros José Mucio, da Defesa e Luciana Santos, Ciência, Tecnologia e Inovação; assim como Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, e Magda Chambriard, presidente da Petrobras.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Rebeca Ligabue.