O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu, neste sábado (29/8), uma fala do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) durante sabatina no Jornal Nacional, no dia anterior. Na entrevista, Flávio apontou o investimento em saneamento básico como principal medida para combater as mudanças climáticas. O petista classificou a proposta como de um “amadorismo irresponsável”.
Em uma postagem no X, o Lula destacou que a fala do senador é “retrato de gente que vende soluções simples para problemas complexos” e que não ouve a ciência”.
“Negar o aquecimento global em pleno século XXI e reduzir o combate às mudanças climáticas a saneamento básico dá a dimensão do amadorismo irresponsável de quem se propõe a governar um país”, diz o texto publicado pelo presidente.
Lula afirmou que o investimento em saneamento é fundamental, e destacou ter destinado R$ 23 bilhões para obras de abastecimento, esgoto e resíduos. “Mas enfrentar a crise climática de verdade exige muito mais. Demanda compromisso. Antecipação. Trabalho em várias frentes”, completou.
Na noite de sexta-feira (28/8), ao ser questionado pelos jornalistas do Jornal Nacional sobre quais ações adotaria para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger a população, Flávio respondeu que a principal forma de proteger o meio ambiente seria oferecer saneamento básico.
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do Metrópoles
“Tralli, a melhor forma que nós temos de proteger o meio ambiente é oferecer um saneamento básico para a população, e isso impacta inclusive na saúde”, afirmou. Confira:
➡️ Flávio aponta medida contra mudanças climáticas: “Saneamento básico”
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— Metrópoles (@Metropoles) August 29, 2026
A pergunta veio depois de uma sequência de questionamentos da jornalista Renata Vasconcellos sobre a posição de Flávio em relação ao aquecimento global. Ela lembrou que, em um artigo publicado em 2019, o candidato afirmou que não existe aquecimento global e classificou o tema como um “discurso apocalíptico” para barrar o progresso.
Ao ser questionado se mantinha essa opinião diante das evidências científicas, Flávio afirmou acreditar que existem “eventos climáticos” e “épocas cíclicas que fazem mais calor” e outras “que fazem mais frio”. Disse ainda não considerar que esses fenômenos tenham relação direta “só com a influência do ser humano no ambiente”.
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Lula cita obras do governo
Em seguida, o presidente citou uma série de ações do governo dele em combate às mudanças climáticas. Confira os pontos:
- Sala de Situação que reúne 24 ministérios e dezenas de especialistas para discutir o impacto do El Niño em 2026;
- Investimento de R$ 1,3 bilhão em prevenção e resposta a desastres;
- Investimento deo R$ 18,6 bilhões no Novo PAC para drenagem urbana e contenção de encostas;
- Uso de meio bilhão do Fundo Amazônia para modernizar equipamentos, veículos e estruturar bases para combater incêndios;
- Criação dos Centros de Informação em Clima e bases regionais da Força Nacional do SUS.
- Novo PAC contempla R$ 15 bilhões em obras de segurança hídrica essenciais no Nordeste.
- Redução do desmatamento em 50% na Amazônia, 32,5% no Cerrado e 63% no Pantanal.
Por fim, Lula citou que “governar o Brasil não é para aventureiros”. “Quem não entende a gravidade das questões conectadas ao clima, opera na lógica de “passar a boiada” e enxerga o mundo com a lente embaçada do negacionismo, certamente não tem preparo para guiar o futuro de uma nação”, escreveu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Giovana Alves.




