“A primeira coisa que vimos foi o papel, que não era o papel de segurança tradicional, que age de forma específica conforme a tecnologia UV. Mas ainda parecia muito bem feito, tinha até as ranhuras de quando a folha do cheque é destacada do bloco. Eles pecaram no papel apenas, que mais parecia uma folha de ofício um pouco mais grossa”, explicou o delegado Carlos Teófilo, responsável pelas investigações.

Além do papel, foi possível identificar a clonagem do cheque por conta da assinatura falsa do gerente executivo de uma agência de São Paulo, que teria aprovado o depósito do valor. O carimbo, no entanto, seria na verdade da tesoureira do banco e os estelionatários não perceberam.

Histórico
Dois dos presos, que são pai e filha, já haviam conversado com funcionários do banco do Bairro de Fátima há duas semanas. Eles tentavam aplicar um golpe através de um contrato falso, no valor de R$1 milhão.
Segundo os depoimentos prestados, a dupla contou que a empresa deles prestaria serviços em Fortaleza para uma firma de Góias, que assinava o cheque milionário. Os golpistas apresentaram inclusive uma carteira de identidade da dona da empresa e um contrato social falsos.



