O senador Magno Malta (PL-ES) sofreu um revés em ação envolvendo o episódio no qual ele teria agredido uma técnica de enfermagem durante exame, em Brasília.
Após ser acusado de agressão pela profissional de saúde, o senador registrou um boletim de ocorrência contra a técnica de enfermagem por lesão corporal culposa, em relação ao extravasamento de contraste (saída do líquido de dentro do vaso sanguíneo) durante o exame de angiotomografia, no Hospital DF Star.
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da Coluna Grande Angular
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Com eletrodos na cabeça, Magno Malta nega agressão a técnica: “Mentira”
Imagem cedida ao Metrópoles2 de 6
Técnica que acusa Magno Malta de agressão rompe silêncio: “Me sinto um lixo”
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Caso aconteceu em 30 de abril, no Hospital DF Star
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No ato, os membros prestaram apoio a técnica de enfermagem que denunciou o senador Magno Malta (PL-ES)
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O ato também denunciou a crescente violência contra profissionais da área de formação
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O MP destacou depoimento de médico plantonista segundo o qual a técnica em enfermagem “realizou todos os procedimentos de forma regular e em conformidade com o protocolo médico adotado pela unidade hospitalar”.
O acesso venoso já tinha sido realizado previamente em outro setor, ou seja, não foi realizado pela profissional que denunciou ter sido agredida por Magno Malta. O contraste chegou a fluir normalmente no início do exame, sendo que o extravasamento ocorreu depois, de acordo com o relato médico.
Segundo o MP, “não há qualquer elemento concreto apto a demonstrar negligência, imprudência ou imperícia por parte da investigada, requisito indispensável para configuração do delito culposo”.
O órgão afirmou que os elementos colhidos durante a investigação indicam que o procedimento “foi realizado de acordo com os protocolos técnicos adequados, tendo a intercorrência decorrido de risco inerente ao próprio procedimento médico”.
O 2º Juizado Especial Criminal de Brasília, então, determinou o arquivamento dos autos por falta de justa causa para a ação penal contra a técnica de enfermagem.
Já o processo no qual a profissional de saúde acusa Magno Malta de desferir um tapa contra ela dentro do hospital, após o extravasamento do contraste, continua tramitando na Justiça do DF.
Lembre o caso
A técnica de enfermagem do Hospital DF Star relatou à polícia, no dia 30 de abril de 2026, que Magno Malta estava na sala de tomografia para realização do exame. O caso foi revelado pela coluna Na Mira, do Metrópoles.
Ela afirmou que identificou uma oclusão e pressão, interrompendo o procedimento. A profissional foi até o senador e informou a ele que precisaria fazer uma compressão no braço.
A técnica, então, relatou que, quando se aproximou para ajudá-lo, “ele desferiu um tapa forte no rosto da vítima, chegando a entortar seus óculos”. Ela informou que foi Magno Malta a xingou de “incompetente” e “imunda”.
Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a técnica afirmou que não conhecia o político. Ela declarou ter ficado abalada com a repercussão do caso: “Me sinto um lixo, sem importância alguma”. Assista:
O senador afirmou à polícia que o extravasamento de contraste no membro superior direito ocasionou “dor intensa, hematoma e possível comprometimento vascular”. Por isso, segundo o relato, “apresentou reação compatível com o sofrimento físico experimentado”. O senador, porém, negou ter praticado “qualquer ato de agressão física contra profissionais de saúde”.
A reportagem acionou e aguarda retorno da assessoria do senador sobre o arquivamento do processo dele contra a técnica de enfermagem. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Isadora Teixeira.




