Os casos de estupro de adolescentes no Acre voltaram a acender o alerta das autoridades durante a campanha Maio Laranja. Entre janeiro e março deste ano, o estado registrou 27 ocorrências envolvendo adolescentes e 123 casos de estupro de vulnerável.
Diante dos números, o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) lançou a campanha Infância Protegida para ampliar a tramitação de processos e acelerar audiências relacionadas aos crimes.
A coordenadora da Infância e Juventude do TJ-AC, desembargadora Regina Ferrari, destacou que muitos casos acontecem dentro do ambiente familiar.
“Temos que dizer não à violência contra a criança e ao abuso sexual. Muitas vezes é no próprio lar onde ela mais precisa de proteção e acaba sendo violada”, afirmou.
Segundo o corregedor-geral de Justiça, Nonato Maia, a proposta da campanha é dar respostas mais rápidas aos processos envolvendo vítimas menores de idade.
“Além de conscientizar a sociedade, buscamos soluções concretas, viabilizando audiências e julgando processos em que crianças são vítimas”, explicou.
Levantamentos do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram que a maioria das vítimas é do sexo feminino e que Rio Branco concentra grande parte das ocorrências.
A Polícia Civil informou que deve reforçar as ações de prevenção e investigação durante o Maio Laranja, com aumento de interrogatórios, pedidos de prisão e maior celeridade nos inquéritos.
A delegada Carla Fabíola, da Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), destacou a importância das ações educativas.
“A gente atua diretamente com crianças e adolescentes para explicar o que é abuso, quais são os limites e como denunciar. Esse contato é essencial para prevenir novos casos”, disse.
As autoridades reforçam que denúncias podem interromper ciclos de violência e garantir proteção às vítimas. Casos suspeitos podem ser denunciados pelo Disque 100, Polícia Militar, conselhos tutelares e delegacias especializadas.
Com informações do G1 Acre.




