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Maldini e Leonardo deixam cargos na Itália após polêmica com Pirlo

Por Lucas Maia
Emanuele Roberto De Carli/NurPhoto via Getty Images

Os ex-jogadores Paolo Maldini e Leonardo assumiram cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) para participar do processo de reestruturação da seleção italiana. Com apenas 16 dias de trabalho, no entanto, os dirigentes renunciaram a posição após polêmica envolvendo a contratação de Andrea Pirlo como treinador.

O ex meio campo do Milan não chegou a assumir o cargo de treinador, mas foi vetado por ser patrocinado por uma casa de apostas russa.

Pirlo se pronunciou sobre a polêmica e explicou que a relação com a casa de apostas é meramente “esportiva e comercial” e que não envolve acordo político. Ele ainda alegou que sempre respeitou as leis dos países onde trabalhou.

“Ao longo da minha carreira, primeiro como jogador e agora como treinador, sempre exerci minha profissão em total respeito às leis dos países onde trabalhei e aos contratos que assinei”, escreveu.

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do Metrópoles

“A colaboração profissional que tem sido alvo das recentes polêmicas surgiu durante minha trajetória nos Emirados Árabes Unidos e possui caráter exclusivamente comercial e esportivo. Atribuir a essa colaboração um significado político é atribuir a mim convicções que jamais expressei e que não fazem parte de quem sou”, esclareceu.

A contratação de Andrea Pirlo era dada como certa na Europa, mas foi assunto de debates políticos na Itália. O motivo é o contrato do italiano com uma casa de apostas russa. A polêmica envolve a postura da Itália contra o governo de Vladimir Putin e a guerra da Ucrânia.

Pirlo treina o United FC, dos Emirados Árabes Unidos. O dono do clube é o empresário russo Sergey Lomakin, que também é ligado à casa de apostas.

Além de Pirlo, a Azzurra entrou em contato com Pep Guardiola e com Carlo Ancelotti, treinador da Seleção Brasileira.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lucas Maia.