A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) intensificou as buscas para localizar e prender Maria Luiza da Silva Araujo Lopes, considerada foragida da Justiça e alvo de mandado de prisão preventiva. Jovem, bonita e com um dos braços coberto por tatuagens, a investigada mantinha uma rotina esbanjando sensualidade nas redes sociais.
Por trás da imagem cuidadosamente construída na internet, no entanto, a polícia aponta a existência de um perfil extremamente violento: Maria Luiza atuava diretamente no braço de cobrança de uma perigosa organização criminosa de agiotagem, encarregada de intimidar devedores que atrasavam o pagamento de juros abusivos.
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A caçada à suspeita faz parte de uma megaoperação deflagrada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) nesta quinta-feira (11/9). A ação desmantelou uma rede de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro com ramificações no DF, Goiás e Tocantins, cujas cobranças implacáveis cobravam juros de até 20% ao mês.
Veja imagens da agiota foragida:
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do Metrópoles
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Vítima morta
O estopim para a investigação ocorreu em março de 2025, quando um comerciante de 68 anos, figura querida da Feira dos Goianos, em Taguatinga, não suportou o estrangulamento financeiro e o terror psicológico impostos pelo grupo e veio a óbito.
Semianalfabeto, o feirante utilizava contas de parentes para negociar parcelas diárias e tentar salvar seu negócio. Após a sua morte, os criminosos mantiveram a crueldade e passaram a ameaçar a filha do feirante para forçá-la a quitar os débitos da família.
As investigações revelaram que o grupo possuía um braço coercitivo estruturado, que contava inclusive com o apoio de um sargento reformado da Polícia Militar de Goiás para realizar a segurança e as intimidações. Durante a ação, a Justiça expediu 12 mandados de prisão preventiva, determinou a busca e apreensão em diversas cidades e ordenou o bloqueio de R$ 10 milhões das contas dos suspeitos.
Os investigados responderão por usura, extorsão, organização criminosa armada, lavagem de dinheiro e coação. A PCDF reforça que qualquer informação sobre o paradeiro de Maria Luiza da Silva Araujo Lopes pode ser repassada anonimamente aos canais de denúncia da corporação.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Carlos Carone.




