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Maria Conceição tem os dois braços amputados após acidente no Acre; família questiona socorro

Após sobreviver a acidente e ficar horas presa sob caminhão, Maria enfrenta amputação dos dois braços enquanto família busca respostas sobre o socorro.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

A Maria Conceição teve os dois braços amputados após um acidente no Acre e agora enfrenta uma longa recuperação no Pronto-Socorro de Rio Branco. Aos 49 anos, ela ficou cerca de duas horas presa sob a caçamba de um caminhão no Ramal do Icuriã, em Assis Brasil, e, segundo a família, teria aguardado mais de duas horas por uma ambulância após ser retirada dos destroços.

Depois do resgate, Maria passou por unidades de saúde de Assis Brasil e Brasiléia antes de chegar à capital. A família questiona se o atendimento e o processo de transferência foram adequados diante da gravidade dos ferimentos.

Mulher ficou duas horas presa sob caminhão

O acidente aconteceu no Ramal do Icuriã, em Assis Brasil.

Maria ficou presa sob a estrutura da caçamba do caminhão por aproximadamente duas horas. Após ser retirada, recebeu os primeiros atendimentos médicos e foi encaminhada ao hospital do município.

Segundo Arquilene Santos, irmã da vítima, Maria teria permanecido por mais de duas horas aguardando uma ambulância para deixar Assis Brasil.

“É por falta de uma ambulância que está acontecendo o que está acontecendo com a minha irmã agora”, afirmou Arquilene.

Transferência passou por Brasiléia antes de Rio Branco

A transferência de Maria para a capital não ocorreu diretamente.

Segundo a família, a paciente saiu de Assis Brasil e passou por Brasiléia antes de seguir para Rio Branco.

Arquilene afirma que Maria precisou ser novamente estabilizada em Brasiléia antes de continuar a viagem.

“Eles tinham que estabilizar minha irmã e mandar direto para Rio Branco. Chegou em Brasiléia, tiveram que estabilizar de novo para poder mandar”, relatou.

Depois do atendimento em Brasiléia, Maria finalmente foi encaminhada ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece em tratamento.

Maria perdeu os dois braços

A gravidade dos ferimentos provocados pelo acidente levou à amputação dos dois braços de Maria.

Aos 49 anos, ela agora enfrenta uma nova realidade após sobreviver ao acidente e passar por uma sequência de atendimentos médicos.

A família acompanha a recuperação da paciente e tenta compreender todas as etapas percorridas desde o momento do acidente até a chegada à capital.

Família questiona demora no atendimento

Os familiares não afirmam que a demora para conseguir uma ambulância tenha sido a causa direta das amputações.

O questionamento, segundo Arquilene, é se o atendimento e o processo de transferência seguiram os procedimentos necessários para uma paciente em estado grave.

A família também quer esclarecer por que Maria precisou passar por Brasiléia antes de chegar ao Pronto-Socorro de Rio Branco.

Irmã afirma que problema seria recorrente

Arquilene também afirmou que a dificuldade para conseguir ambulância em situações de emergência não seria um caso isolado em Assis Brasil.

“Não é a primeira vez. Muita gente está reclamando desse hospital porque a gente chega em uma emergência, em uma urgência, e não tem uma ambulância”, disse.

Até o momento, os relatos apresentados são atribuídos à família de Maria. Eventuais responsabilidades pela demora ou pelo fluxo de transferência ainda precisam ser esclarecidas pelas autoridades e pelos órgãos responsáveis pelo atendimento.

Enquanto permanece internada em Rio Branco, Maria enfrenta a recuperação dos ferimentos e as consequências permanentes provocadas pelo acidente.

Para os familiares, além da preocupação com o estado de saúde da paciente, permanece a busca por respostas sobre o tempo de espera em Assis Brasil, a passagem por Brasiléia e todo o processo de transferência até a capital.