Em documento enviado ao Ministério da Defesa em 13 de julho, a Marinha informou que o bloqueio de R$ 1,43 bilhão no Orçamento de 2026 pode reduzir sua capacidade de combater o crime e de defender a soberania nas águas brasileiras. Apesar do alerta, a corporação afirma que “não houve, até o momento, redução na execução das operações”.
A Força avalia, no entanto, que “persistindo o bloqueio, a indisponibilidade progressiva dos meios poderá reduzir, de forma gradual, a presença e a capacidade de resposta, com reflexos sobre a repressão a crimes transfronteiriços e o exercício da soberania”.
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Marinha lançou ao mar a fragata Tamandaré (F200) em agosto de 2024
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Submarino Tonelero
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Fuzileiro Naval
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Embarcação com 6 pessoas segue desaparecida desde sexta no RJ
Reprodução/Marinha do Brasil
Segundo a Marinha, o bloqueio atingiu o Programa Nuclear da Marinha (PNM), o Programa de Submarinos (Prosub), o Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (Pronapa), o contrato de mísseis e sistemas de armas, a pesquisa científica na Antártica e a manutenção de meios.
A Força informou ainda que o bloqueio levou à redução, ao adiamento ou à reprogramação de projetos, entre eles a construção do navio-patrulha Miramar, a infraestrutura de apoio às fragatas Classe Tamandaré e a aquisição de viaturas e equipamentos do Corpo de Fuzileiros Navais.
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da Coluna Grande Angular
A Marinha afirma que, entre outros efeitos previstos, estão o adiamento de reparos na frota, dificuldades para repor munições, a possível paralisação de embarcações do sistema hidrográfico e a redução da disponibilidade de embarcações utilizadas na segurança do tráfego aquaviário.
Para reduzir os impactos do bloqueio, a Marinha informou que solicitou ao Ministério da Defesa a recomposição integral ou parcial dos recursos.
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A Força também informou que passou a priorizar investimentos, a manutenção dos meios, os contratos essenciais, as ações de fiscalização consideradas de maior risco e o custeio mínimo das organizações militares.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Felipe Salgado.





