A campanha do ex-prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim (União Brasil) para deputado federal começou com o caixa bastante confortável. O candidato já declarou à Justiça Eleitoral o recebimento de R$ 1 milhão, integralmente repassado pela Direção Nacional de seu partido.
Segundo os dados informados ao DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o recurso partidário representa 100% de tudo o que Mazinho havia recebido para financiar sua campanha de 2026 até a atualização de 1º de setembro.
Partido banca sozinho os primeiros R$ 1 milhão
Até a consulta mencionada, não apareciam doações de pessoas físicas, recursos próprios ou outras fontes de financiamento. O único doador registrado era a Direção Nacional do União Brasil, responsável pelo repasse integral de R$ 1 milhão.
O curioso é que, apesar do caixa reforçado, o sistema ainda não apresentava nenhuma despesa contratada ou paga, tampouco fornecedores cadastrados.
Na prática, o dinheiro chegou, mas, pelo menos oficialmente até aquela atualização, a campanha ainda não havia colocado a mão no bolso.
A ausência momentânea de despesas declaradas não representa, por si só, qualquer irregularidade. As prestações de contas são atualizadas durante a campanha e novos gastos podem aparecer posteriormente no sistema.
R$ 1 milhão representa quase um terço do limite
Mazinho disputa uma das vagas do Acre na Câmara dos Deputados pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas.
Seu limite de gastos no primeiro turno é de aproximadamente R$ 3,17 milhões. Assim, somente o primeiro aporte partidário de R$ 1 milhão já equivale a cerca de 31,5% de tudo o que poderá legalmente gastar na campanha.
A cifra também mostra que o União Brasil decidiu fazer uma aposta considerável na candidatura do ex-prefeito.
Mazinho, cujo nome completo é Osmar Serafim de Andrade, tem 57 anos, é empresário e administrou Sena Madureira por dois mandatos consecutivos. Agora tenta trocar a política municipal por uma cadeira em Brasília.
Com R$ 1 milhão já disponível, resta saber se o tamanho do investimento partidário será convertido em votos nas urnas. Afinal, campanha pode até começar com caixa cheio — mas cadeira na Câmara dos Deputados continua sendo decidida pelo eleitor.




