A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (29) uma operação para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares no Acre. A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os alvos estão o deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil-AC), o ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim, e o advogado Giordano Simplício Jordão. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar em Rio Branco e também no apartamento funcional dele, em Brasília.
De acordo com a apuração preliminar, há suspeitas de desvio de aproximadamente R$ 912 mil. Os investigadores identificaram indícios de possíveis falhas e irregularidades no processo de contratação, o que pode caracterizar fraude no uso de verbas federais destinadas ao setor cultural.
A Polícia Federal informou que o objetivo da operação é reunir provas para aprofundar a investigação sobre a possível participação dos envolvidos em crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados à aplicação irregular de recursos públicos.
Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão no Acre e no Distrito Federal. Até o momento, não houve divulgação sobre prisões ou bloqueio de bens. Documentos, aparelhos eletrônicos e materiais que possam auxiliar na apuração foram recolhidos durante as diligências.
O caso chama atenção por envolver figuras conhecidas da política acreana. Mazinho Serafim comandou a Prefeitura de Sena Madureira por dois mandatos consecutivos, enquanto Eduardo Velloso exerce mandato na Câmara dos Deputados. A presença de um parlamentar federal entre os alvos levou o processo ao Supremo Tribunal Federal, responsável por autorizar as medidas judiciais.
Os citados ainda não haviam se manifestado oficialmente até a última atualização desta reportagem. O espaço permanece aberto para esclarecimentos das defesas.
A operação reforça o cerco das autoridades federais sobre o uso das chamadas “emendas Pix”, que vêm sendo alvo de fiscalização em todo o país por conta da dificuldade de rastreamento e da ausência de etapas mais rígidas de controle prévio, o que pode facilitar irregularidades na aplicação dos recursos.
Fonte: Polícia Federal / Controladoria-Geral da União (CGU)







