A médica Tamela Dutcher, de 55 anos, foi morta a tiros no rosto pelo namorado da filha adolescente e pelo colega de quarto dele, na semana passada, em Ohio, nos Estados Unidos. O ataque, segundo a polícia, foi planejado pela filha dela, Bryanna Dutcher, de 18 anos.
Tamela ficou conhecida por publicar um estudo sobre adolescentes violentos e homicidas, que concluiu que a maioria das mulheres jovens assassinas tem como alvo seus pais. O artigo foi publicado pelo International Journal of Adolescent Medicine and Health, em 2002.
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do Metrópoles
Depoimento
Em depoimento à polícia do Condado de Delaware, Bryanna confessou que planejou o assassinato após uma discussão com a mãe sobre tarefas domésticas que lhe foram solicitadas mais cedo, no mesmo dia da tragédia.
Outro agravante é que ela namorava Evans em segredo, pois teria medo de contar que se relacionava com um homem negro, já que os pais seriam racistas e ela poderia ser expulsa de casa.
À noite, a adolescente enviou uma mensagem de texto para Evans sobre a discussão. Como resposta, ele disse: “Se eu fosse você, eu a teria matado”.
Momentos depois, ele estava na casa da namorada e esperou do lado de fora por 15 minutos antes de ela confirmar a localização dos pais. Quando Bryanna falou que a mãe estava na sala de estar e o pai no porão, a dupla já se preparava, colocando luvas e dizendo que iriam “retirar os dois ao mesmo tempo”.
Após a fuga, a polícia conseguiu localizar Evans em seu apartamento, jogando o lixo para fora. Na sacola estava um coldre (suporte para carregar uma arma de fogo) usado no crime.
O trio é acusado de homicídio qualificado e Bryanna também foi indiciada por obstrução da Justiça, ao alegar inicialmente às autoridades que uma mulher a quem a mãe devia dinheiro a teria matado.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Lorena Pacheco.




