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Medicamento experimental de Lito Sousa chega ao Brasil

Por Fábia Oliveira
Reprodução/Record.

O medicamento experimental destinado ao tratamento de Lito Sousa chegou ao Brasil na madrugada deste sábado (12/9), após ser transportado em um voo de Nova York, nos Estados Unidos, até o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, o influenciador recebeu autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ter acesso à substância ALN-6457.

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Corrida contra o tempo

A carga teve o despacho aduaneiro concluído em poucos minutos e, logo após o desembarque, foi levada diretamente da aeronave para um helicóptero, que fez o transporte até o Einstein Hospital Israelita. A rapidez era necessária porque o potencial terapêutico da substância diminui rapidamente com o passar das horas.

A liberação contou com uma operação conjunta da Receita Federal e da Anvisa. Segundo a Receita, as equipes se organizaram previamente para antecipar os procedimentos necessários e evitar atrasos no caminho do medicamento até o hospital.

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do Metrópoles

“A rapidez da operação foi resultado da atuação coordenada entre a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O planejamento prévio entre as equipes possibilitou a antecipação dos procedimentos necessários para a liberação da carga, garantindo que o medicamento seguisse seu trajeto sem atrasos”, afirmou a Receita Federal em nota divulgada.

Medicamento ainda está em fase de testes

O ALN-6457 é produzido pela Regeneron Pharmaceuticals e ainda não possui registro comercial nem representante legal no Brasil. A substância está em estágio pré-clínico e não teve estudos formalmente iniciados em seres humanos para a doença causada por príons. Por isso, Lito será a primeira pessoa a receber o medicamento nesse contexto.

A autorização ocorreu por meio do uso compassivo, mecanismo que permite o acesso excepcional a tratamentos experimentais em casos de doenças graves e sem alternativas terapêuticas disponíveis. O pedido foi formalizado pelo Einstein Hospital Israelita, responsável pelo acompanhamento do influenciador.

Família buscou alternativas

A esposa de Lito, Mila Seidl, contou que a família chegou a tentar incluí-lo em um estudo experimental, mas não conseguiu uma vaga. Segundo ela, a negativa não ocorreu por falta de requisitos, mas porque o processo já estava fechado.

“A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado. Então, a gente seguiu para outro caminho, que é o uso compassivo do medicamento”, afirmou.

Depois disso, Mila e os médicos que acompanham Lito buscaram outra alternativa. A família entrou em contato com uma farmacêutica, apresentou o caso e reuniu exames e documentos científicos para fundamentar o pedido.

“A gente apresentou bastante documentação, e estava bem robusto. Eu me preparei bastante. A gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo científico mesmo”, disse.

Mila também negou que autoridades ou empresários tenham interferido para que o tratamento fosse obtido. Segundo ela, o contato com a empresa foi feito pela própria família, com participação da equipe médica.

“Tem gente falando que teve dedo de ministro para conseguir a medicação, que empresário rico financiou, que a Anvisa conseguiu. É a última vez que eu vou explicar: quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”, disse.

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“Serão boas notícias”, afirma Lito Sousa em novo vídeo após receber alta

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Lito Sousa.

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Lito Sousa segue confiante após o diagnóstico

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Lito Sousa

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Lito Sousa é clicado durante uma participação no SBT

SBT/Reprodução

Entenda a doença

Aos 59 anos, Lito foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurológica rara causada por príons. A enfermidade provoca uma deterioração progressiva do cérebro e, atualmente, não existe tratamento aprovado capaz de interromper sua evolução.

O influenciador recebeu alta do Hospital Israelita Albert Einstein em 1º de setembro e passou a receber cuidados em casa, com acompanhamento de uma equipe multidisciplinar.

Em vídeo publicado no dia 4, Lito falou sobre o próprio estado de saúde e afirmou que suas chances de sobreviver haviam aumentado. Ele também comentou que aguardava a chegada do medicamento e que pretendia explicar aos seguidores os detalhes do tratamento quando tivesse a substância em mãos.

A doença ainda não possui terapia capaz de reverter sua evolução, e as alternativas atualmente estudadas permanecem em fase experimental. No Brasil, foram confirmados 547 casos entre 2005 e 2021, segundo o Ministério da Saúde. A maior parte dos pacientes vive entre seis meses e um ano após o surgimento dos primeiros sintomas.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Fábia Oliveira.