
O médico Pedro Mariano denunciou nas redes sociais um episódio de preconceito envolvendo seu filho de 9 anos, autista, durante uma aula de jiu-jitsu na academia Evolution Sport Center, em Rio Branco. Segundo Pedro, o professor da modalidade, José Roberto, comunicou que a criança não poderia mais frequentar as aulas após a segunda sessão da semana, alegando que o menino estava “causando medo nas outras crianças”.
Pedro relatou que, ao levar seu filho para o treino das 16h20, percebeu imediatamente a falta de acolhimento. “Meu filho fica eufórico no início e leva alguns minutos para se regular, mas não é agressivo. No entanto, ao entrar no tatame e correr rindo, ele foi ignorado pelas outras crianças. Logo o professor me chamou e pediu para que saíssemos, dizendo que as crianças estavam com medo”, descreveu ao G1.
O médico enfatizou a longa batalha que enfrentam desde o diagnóstico de Síndrome de West, uma forma grave de epilepsia infantil, e as terapias contínuas que seu filho tem recebido. “São muitos anos de luta e preconceito, mas sempre fui forte. No entanto, chega um momento em que não conseguimos mais suportar”, concluiu, emocionado.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o Ministério da Saúde, é um distúrbio de neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, déficits na comunicação e interação social, além de comportamentos repetitivos. O diagnóstico é feito através de observações clínicas e entrevistas com os pais.




