O pequeno Joey Sharp tinha apenas 11 dias de vida quando foi diagnosticado com um câncer cerebral agressivo. O glioblastoma foi diagnosticado de forma inusitada: por uma mancha em uma das unhas do recém-nascido.
Joey não estava se desenvolvendo bem nos primeiros dias, com dificuldade para comer e icterícia. O neném, acompanhado de perto pelos médicos, também tinha pequenos espasmos durante a amamentação.
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O bebê teve pequenos espasmos durante a noite, e a equipe médica decidiu fazer um ultrassom do cérebro. “A partir daí, tudo se moveu na velocidade da luz. Ele passou por uma ressonância magnética e tomografia e os médicos já me entregaram os formulários para uma cirurgia cerebral de emergência”, lembra a mãe, Sam, em relato publicado no Brain Tumour Research.
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do Metrópoles Saúde e Ciência
Sam é enfermeira, e conta que entendia o quão séria era a situação, mas nada a preparou para estar do outro lado da conversa.
“Você deposita total confiança nessas pessoas porque é a única opção que tem, mas ver seu bebê recém-nascido desaparecer pelas portas do centro cirúrgico é algo que nenhum pai ou mãe deveria ter de vivenciar. A espera pareceu interminável”, relembra.
Após a cirurgia, pedaços do tumor de Joey foram enviados para análise, que confirmou o diagnóstico de glioblastoma. O menino precisou passar por mais dois procedimentos no cérebro e foi encaminhado para um estudo clínico, onde recebeu nove rodadas de quimioterapia.
Cinco anos depois, Joey se recuperou de tumor cerebral
Sam conta que o tratamento foi duro com o menino e a família, mas Joey superou os obstáculos. Hoje, aos 5 anos, ele tem paralisia cerebral e um dos braços não se desenvolveu corretamente. Ele caminha, mas precisa usar cadeira de rodas para deslocamentos mais longos, e deve entrar na escola este ano.
“Ele encara a vida com tanta determinação e felicidade que é impossível não se inspirar nele”, afirma a mãe.
Ela agora vai correr a maratona de Edinburgo, na Escócia, para arrecadar fundos para a pesquisa de tumores cerebrais. Sam espera ajudar, nem que seja um pouco, para desenvolver o tratamento contra a doença para que outras famílias não precisem viver o que ela viveu.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Juliana Contaifer.




