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Megatraficante que rompeu com PCC é encontrado morto em presídio federal

Por Alfredo Henrique
Reprodução/Polícia Civil SP

O megatraficante de cocaína Marcos Silas Neves de Souza, de 42 nos (imagem em destaque), foi encontrado morto, neste domingo (30/8), no Presídio Federal de Brasília (DF), mesma unidade na qual cumprem pena as principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marcos, também conhecido como Patrão ou Amigo, rompeu com a maior facção criminoso do país e fundou o Cartel do Sul, organização criminosa atuante no estado do Paraná.

Ele foi preso em 2021, momento quando pretendia realizar uma cirurgia plástica no rosto, em São Paulo, para dificultar sua identificação.

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Marcos é apontado como fundador do Cartel do Sul

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Criminoso foi encontrado morto em cela

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Morte é atribuída a suposto suicídio

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A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) confirmou a morte do preso, acrescentando que ele foi encontrado desacordado na cela onde cumpria pena “durante a primeira rotina de revista e entrega de alimentação”, no período da manhã.

O órgão federal acrescentou que “a morte ocorreu por suicídio”, sem detalhar as circunstâncias em que teria supostamente ocorrido.

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do Metrópoles

Investigado pela PF

O megatraficante foi preso na capital paulista, em 2021, por conta de uma investigação da Delegacia da Polícia Federal (PF) de São José do Rio Preto, no interior.

Ela é mencionada em um documento do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obtido pela coluna, no qual afirma-se que uma organização investigada por tráfico de drogas — no Paraná e Santa Catarina — teria se mudado para o interior de São Paulo “com o intuito de se furtar de responsabilização penal”.

O grupo criminoso, cuja liderança é atribuída a Marcos Silas, pretendia transformar São José do Rio Preto em “uma nova base operacional para suas atividades ilícitas”.

No interior paulista o grupo seguiu uma prática de lavagem de dinheiro, já identificada no Paraná, feita com a compra de imóveis. No ano de sua prisão, o megatraficante teria adquirido ao menos 260 apartamentos nesse esquema.

Em 2022, Marcos Silas foi transferido do sistema carcerário paranaense — onde estava encarcerado desde a prisão em São Paulo — para um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), de onde foi encaminhado posteriormente para Brasília.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.