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Menina com paralisia cerebral brinca de amarelinha do seu jeito e emociona

Mesmo diante das limitações motoras, Laís encontrou uma maneira própria de participar da brincadeira e mostrou que acessibilidade também começa na liberdade para tentar.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

A cena de uma menina com paralisia cerebral brinca de amarelinha chamou atenção pela maneira espontânea como Laís Loren, de 5 anos, encontrou uma forma própria de participar da brincadeira. Filha da jornalista acreana Dry Alves, ela observou o irmão brincando e decidiu entrar na atividade, usando os recursos que tinha à disposição.

O momento aconteceu na creche onde a mãe trabalha e acabou se tornando um retrato da autonomia que a família procura estimular na vida da menina. Segundo Dry, ninguém precisou dizer a Laís como ela deveria brincar: ela simplesmente encontrou seu próprio jeito.

Menina encontrou uma maneira própria de brincar

Laís tem paralisia cerebral e utiliza cadeira de rodas, mas isso não impediu que ela participasse da brincadeira de amarelinha ao lado do irmão.

Para a mãe, o episódio demonstra que a menina não deve ser definida apenas pelas limitações motoras. A família procura oferecer liberdade para que ela descubra aquilo que consegue fazer e desenvolva sua autonomia.

“Ela foi e brincou de amarelinha do jeito dela”, relatou Dry, ao destacar que a cadeira de rodas não impede a filha de participar das atividades próprias da infância.

A menina também demonstra autonomia em outras áreas. Segundo a mãe, Laís entende o que acontece ao seu redor e já reconhece letras e números.

Rotina inclui terapias e acompanhamento especializado

Laís nasceu prematuramente, com 31 semanas de gestação. Conforme o relato da mãe, ela apresentou uma hemorragia cerebral de grau 2 associada à falta de oxigenação.

O diagnóstico de paralisia cerebral foi confirmado quando a menina tinha aproximadamente um ano. Antes disso, a família já havia iniciado sessões de fisioterapia depois de perceber atrasos no desenvolvimento motor.

Atualmente, a rotina inclui fisioterapia, fonoaudiologia e equoterapia. A cada seis meses, a família também viaja para Brasília para acompanhamento com uma equipe multidisciplinar na Rede Sarah.

Apesar da agenda de tratamentos, a família procura preservar momentos comuns da infância, incluindo brincadeiras, escola e convivência com outras crianças.

Família evita colocar limites antes das tentativas

Em casa, Laís é estimulada a realizar atividades que estejam ao seu alcance. A família procura não partir daquilo que ela não consegue fazer, mas das possibilidades que podem ser exploradas.

Para Dry, essa postura ajuda a filha a construir autonomia e participar da rotina como qualquer outra criança.

A mãe também afirma que o principal combustível para o desenvolvimento da menina é o amor recebido diariamente dentro de casa.

Próximo desafio será a entrada no ensino fundamental

Laís deverá ingressar no 1º ano do ensino fundamental no próximo ano. A família já trabalha para que ela avance no processo de alfabetização.

A expectativa é que a nova etapa mantenha o estímulo à autonomia e à participação da menina nas atividades escolares.

Para a família, a cena da amarelinha representa justamente isso: uma criança descobrindo possibilidades, participando de uma brincadeira e encontrando seu próprio caminho para fazer parte daquele momento.

Mais do que uma brincadeira, o episódio se tornou um retrato da infância de Laís e da forma como ela vem construindo sua autonomia com apoio da família.