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“Meu livro vem com cicatrizes”, diz empresário brasiliense Victor Reis

Por Conteúdo Especial
Pedro Iff/Metrópoles

Med+ | Conteúdo patrocinado24/08/2026 00:10, atualizado 24/08/2026 00:15

Há histórias de sucesso que costumam ser contadas pelo ponto de chegada. Empresas que cresceram, números que impressionam, cargos conquistados, patrimônios construídos. Mas há trajetórias que ficam mais interessantes quando se olha justamente para aquilo que aconteceu antes da fotografia da vitória.

É essa a proposta apresentada pelo empresário brasiliense Victor Reis, que completou 41 anos na última quarta-feira (19) e aproveitou a data para lançar oficialmente o livro Governe Sua Vida Como Um Rei, publicado pela Editora Gente. A obra chega ao mercado com uma proposta diferente da narrativa tradicional de empreendedorismo: em vez de esconder as quedas, Victor decidiu colocá-las no centro da história.

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Com 176 páginas, o livro aborda temas como propósito, liderança, comportamento, espiritualidade e responsabilidade pessoal. Na apresentação, a obra é descrita como um convite para assumir o comando dos próprios pensamentos, emoções e decisões.

Momento dos autógrafos por Victor Reis

À frente do Grupo Med+, companhia especializada em serviços de resposta à emergência, Victor afirma ter construído um dos maiores conglomerados do segmento na América Latina.

“Eu construí o maior conglomerado de resposta à emergência da América Latina, mas isso só foi possível quando eu entendi que o centro é o colaborador”.

Victor Reis, empresário e escritor

Para ele, administrar pessoas não significa apenas distribuir tarefas, cobrar resultados e acompanhar indicadores. E no novo livro, Victor explica o conceito de “empresa biblicamente responsável”, que, segundo ele, parte da ideia de um capitalismo consciente que coloca o cuidado com as pessoas como elemento central da administração.

Noite de lançamento reúne convidados na Torre Digital

Um livro escrito durante cinco anos

Para Thaylane Reis, esposa de Victor, o lançamento representa o fim de um processo que levou aproximadamente cinco anos.

Segundo ela, o projeto não nasceu de uma decisão repentina. Foram noites escrevendo, reescrevendo, mudando trechos e, principalmente, refletindo sobre o que deveria ser colocado no papel.

“Ele se entregou 1000%”, afirmou Thaylane ao falar sobre o processo.

A frase ajuda a dimensionar a importância que o livro ganhou dentro da família. Segundo ela, Victor não escreveu apenas para falar sobre a própria trajetória empresarial. A intenção era alcançar pessoas comuns. Justamente aquelas que, como ele, precisam tomar decisões, enfrentar dificuldades e descobrir o próprio caminho.

A obra, portanto, não pretende funcionar apenas como um relato empresarial. O próprio título usa a figura de um rei como metáfora. O autor reforçou ainda que o conceito de “governar” está relacionado principalmente ao domínio sobre pensamentos, emoções e decisões.

“Não se trata, necessariamente, de comandar outras pessoas, mas de assumir responsabilidade sobre aquilo que está sob o próprio controle”, aponta Reis. “Antes de querer administrar uma empresa, uma equipe ou uma grande operação, é preciso aprender a administrar a própria vida”, completa.

Victor Reis ao lado da esposa, Thaylane Reis: “Ele tem o dom de ver o melhor das pessoas”

“Meu livro vem com uma série de cicatrizes”

Em entrevista ao Metrópoles, Victor fez questão de diferenciar seu livro do conteúdo de desenvolvimento pessoal que costuma circular nas redes sociais como “papo de coach”.

“A maior parte dos autores ou dos coaches que estão por aí querem mostrar apenas o lado bom, positivo. O meu livro vem com uma série de cicatrizes”, afirmou.

Essas cicatrizes, segundo o empresário, incluem três falências, três divórcios e uma doença. O ponto central não é transformar essas experiências em uma espécie de currículo de sofrimento. É utilizá-las como matéria-prima para discutir o que acontece depois de uma queda e toda a potência que envolve se reerguer.

Essa visão também se conecta ao conceito “Reis Não Reclamam”, desenvolvido por Victor, que transforma a reclamação em um ponto de partida para uma pergunta mais prática: o que ainda pode ser feito diante de determinado problema?

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Lançamento do livro de Victor Reis

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Dan Maloba, Ana Júlia Roriz, e Jessica Amaral

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Rogério Midlej e banda

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Espumantes para os convidados

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Erenito Dias Reis e Bernadete Dia Kaemlim Reis

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Allisson Guima e Victor Reis

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Espaço com muitos convidados

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Victor Reis com o pai Erenito Dias Reis

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Victor Reis com o pai Erenito Dias Reis e a irmã Bruna Reis

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O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e Victor Reis

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Victor Reis posa com convidados

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Bruna Reis e o marido Ricardo Carneiro

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A família como testemunha da trajetória

No lançamento, a história profissional de Victor também foi contada por quem acompanhou sua vida muito antes dos grandes negócios.

A mãe, Maria Reis, de 73 anos, lembra que o filho já falava sobre empreendedorismo quando era criança.

Segundo ela, aos nove anos, Victor escreveu redações nas quais dizia que seria empresário e que ficaria rico. Em uma delas, chegou a imaginar a construção de um hospital, incluindo detalhes como vagas para ambulâncias e espaços destinados a diferentes atendimentos. Para Maria, havia ali uma característica que permaneceu ao longo da vida: a capacidade de imaginar algo antes de aquilo existir.

Mais do que celebrar o patrimônio ou os negócios construídos pelo filho, porém, Maria associou a trajetória dele à capacidade de transformar oportunidades em impacto sobre outras pessoas.

““Quem fica perto dele, brilha também”.

Maria Reis, mãe de Victor Reis

Maria Reis posa com o filho: “Quem fica perto dele, brilha também”, disse.

O propósito como destino ou como caminho?

Em seu livro, Victor não apresenta propósito como algo necessariamente pronto e esperando para ser descoberto. Ele pontua a necessidade de ajudar as pessoas a encontrar algo maior do que a busca diária por resultados materiais.

“Meu propósito é fazer com que cada um entenda que existe algo maior do que a matéria”, afirmou.

Para ele, esse “algo maior” não estaria necessariamente vinculado a uma instituição religiosa específica. É uma dimensão espiritual que, em sua interpretação, pode ser encontrada dentro de cada pessoa.

Embora Victor escreva a partir da experiência de empresário e executivo, a discussão proposta não depende de o leitor comandar uma empresa. Pode se aplicar a todos, desde quem administra uma família, uma carreira, uma mudança de profissão, um período de crise ou simplesmente vive uma fase de incerteza.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Conteúdo Especial.