Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, levou dois canivetes para a fábrica da Bombril e repetiu “vai mexer com quem está quieto!” enquanto esfaqueava um dos três colegas na manhã desse sábado (1º/8), em São Bernardo do Campo, no ABC, região metropolitana de São Paulo. As três vítimas morreram. Todos os envolvidos eram funcionários terceirizados.
A frase foi relatada à Polícia Civil por um funcionário que presenciou parte do ataque contra o operador de empilhadeira Douglas de Souza Vieira, de 39 anos. Segundo a testemunha, Claudio dizia as mesmas palavras a cada novo golpe.
Registros policiais indicam a apreensão de um canivete preto e outro verde com o autor do ataque. Depoimentos de testemunhas, obtidos pelo Metrópoles, não esclarecem em qual momento cada faca foi usada. Ele golpeou a vítimas até ficar exausto, como apurou a reportagem. Autor e vítimas eram funcionários terceirizados na empresa.
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Douglas era torcedor fanático do São Paulo
Arquivo Pessoal2 de 11
Edvaldo tentou impedir violência e acabou também morto
Reprodução/Redes Sociais3 de 11
Claudio Henrique da Silva matou colegas e depois se suicidou em delegacia
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Douglas era casado e deixa filho e enteado
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José Guilherme foi morto a facadas por colega no ABC
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Trio morto a facadas trabalhava com autor do crime
Arte/Metrópoles7 de 11
Viaturas policiais em frente ao 2º DP de São Bernardo, em Rudge Ramos
Enzo Marcus/Metrópoles8 de 11
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
Imagem cedida ao Metrópoles/TV São Bernardo9 de 11
Fábrica da Bombril em São Bernardo do Campo
Imagem cedida ao Metrópoles pela TV São Bernardo10 de 11
Unidade da Bombril na Via Anchieta, em São Bernardo do Campo
Reprodução/Google Street View11 de 11Reprodução/Redes Sociais
Perseguição pelas escadas
O ataque ocorreu pouco antes das 6h, quando funcionários aguardavam o início do turno. Uma testemunha viu Claudio se aproximar de Douglas e, inicialmente, pensou que os dois trocavam socos.
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do Metrópoles SP
Ao perceber a faca e que começou a sangrar, Douglas tentou escapar. Desceu correndo uma escada, mas caiu antes de alcançar um local seguro. Claudio o alcançou e continuou golpeando-o “por um bom tempo”, conforme um dos relatos.
Outro funcionário afirmou ter visto Douglas no momento em que era golpeado pelas costas. Mesmo depois da queda da vítima, o agressor prosseguiu com as facadas e ainda chutou a cabeça do colega.
Além de dizer “vai mexer com quem está quieto”, Claudio teria repetido cerca de quatro vezes: “Vai tirar brincadeira comigo?”
Tentativa de intervenção
O supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou interromper a violência. Ele jogou uma cadeira contra Claudio e ordenou que o agressor parasse, mas acabou atingido no lado esquerdo do peito.
O conferente José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, também foi morto. Policiais militares encontraram o corpo dele próximo a um banheiro. Edvaldo estava caído cerca de 10 metros à frente.
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Douglas foi localizado no corredor do andar inferior, onde havia sido alcançado durante a tentativa de fuga.
Após os assassinatos, Claudio permaneceu sentado, ainda segurando uma das facas. Inicialmente, recusou-se a entregá-la aos funcionários e afirmou que só faria isso à polícia. Quando os PMs chegaram, jogou a arma no chão e se rendeu.
Levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Claudio se matou na carceragem.
O que dizem as empresas
A assessoria de imprensa da Bombril confirmou as mortes e disse que o assassino era um colaborador terceirizado da empresa. “Ele foi preso após um surto dentro das instalações na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde esfaqueou colegas de trabalho e vitimou fatalmente três pessoas”, informou.
“A companhia acionou os órgãos responsáveis, acompanha e colabora com as investigações. A Bombril repudia veementemente o ato, se solidariza com as famílias das vítimas e informa que está prestando a assistência necessária”, finaliza a nota da Bombril.
Em nota enviada ao Metrópoles, a TPC assumiu toda a responsabilidade pelo ocorrido e prestou solidariedade aos familiares das vítimas.
Além disso, afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alfredo Henrique.



