Belo Horizonte – Na manhã de sábado (5/9), a candidata petista a deputada federal por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva, de 21 anos, preta, natural de Divinópolis, região Central do estado, recebeu por e-mail mensagens com ameaças racistas de morte e estupro. O autor se apresenta como integrante de grupo supremacista branco, cita dados pessoais da vítima e ameaça também familiares. O conteúdo foi levado às autoridades como notícia de crime.
Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na 142ª Companhia da Polícia Militar, a ocorrência foi classificada como ameaça (art. 147 do Código Penal) e injúria racial. A vítima compareceu à base comunitária móvel, apresentou prints das mensagens e relatou que já havia recebido outro e-mail com conteúdo semelhante.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
Em parecer técnico jurídico assinado pela equipe da campanha (Dra. Maria Júlia A. Alvim – OAB/MG 240.536), a assessoria afirma que o episódio não configura debate político, mas crime. O documento destaca indícios de ameaça, racismo e violência política de gênero — prevista na legislação eleitoral quando a agressão busca impedir ou restringir a participação política de mulher em razão do gênero, inclusive associada à violência racial.
As providências policiais e judiciais cabíveis foram adotadas, inclusive para identificação da autoria. Detalhes foram preservados para não prejudicar a apuração.
O parecer reforça que a internet não é território de impunidade e que registros técnicos podem permitir a identificação de quem utiliza o anonimato para ameaçar, perseguir ou intimidar.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por ana elisa (@anaelisast)
A campanha declara que não aceitará que racismo, ameaça, violência sexual ou violência política de gênero sejam tratados como parte normal da vida pública e que a tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa será respondida com denúncia, investigação, responsabilização e campanha eleitoral nas ruas.
A equipe jurídica da candidata se colocou à disposição para troca de informações com demais candidatas que eventualmente tenham recebido ameaças semelhantes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Daniel Galera.




