O Ministério da Saúde intensificou suas orientações e ações para combater o aumento de casos de dengue, zika e chikungunya, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, durante o período mais chuvoso no Brasil, que ocorre geralmente de novembro a maio. Até o final de outubro de 2023, o país já havia registrado mais de 1,6 milhão de casos prováveis de dengue, representando um aumento de 21,4% em comparação ao mesmo período de 2022.
O Ministério da Saúde lançou diversas iniciativas para conter a propagação do mosquito. Em março, foi instalado o Centro de Operações de Emergências (COE) Arboviroses, que coordenou ações integradas com estados e municípios. Investindo R$ 295 milhões em insumos, a Pasta distribuiu sorologia e exames de RT-PCR, além de lançar o Painel de Monitoramento das Arboviroses, de acesso público.
A campanha nacional de combate às arboviroses foi antecipada para maio, e mais de 9,5 mil profissionais de saúde foram capacitados via UNA-SUS. Houve também o início do processo de estratificação de risco intramunicipal em áreas prioritárias, visando a implementação de novas tecnologias de combate ao mosquito.
Esses esforços resultaram em uma queda expressiva de 97% no número de casos notificados de dengue entre abril e setembro. Na última semana epidemiológica registrada, de 27 de agosto a 02 de setembro, foram notificados apenas 3.254 casos de dengue, indicando uma significativa redução e a manutenção dos casos em patamares não epidêmicos.





