Depoimentos prestados por moradores à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) sugerem que crianças e adolescentes estão sendo cooptados como peões do tráfico por facções criminosas, inclusive para perpetrar assassinatos contra rivais, aproveitando-se de sua inimputabilidade perante a justiça. Entre esses indivíduos, estão inclusos aqueles que sofrem de autismo e distúrbios mentais graves.
No ano anterior, um incidente semelhante ocorreu com Pedro de Souza, de 23 anos, também portador de distúrbios mentais. Pedro foi sequestrado no bairro Calafate, brutalmente assassinado e seu corpo foi desmembrado e jogado no Rio Acre. Até o momento, seu corpo permanece desaparecido.
Pedro, proveniente de uma família reconhecidamente desfavorecida, era usuário de substâncias entorpecentes e ocasionalmente afirmava publicamente fazer parte de uma determinada organização criminosa. Apesar de ser amplamente conhecido que se tratava de uma pessoa com deficiência mental, membros de um grupo rival optaram por sequestrá-lo.
Informações via ac24horas





